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Projeto desenvolve sementes para agricultura familiar

Projeto visa obter sementes convencionais de feijão, forrageiras, trigo, milho, soja e outras

A Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) aprovou projeto junto à Agência Brasileira da Inovação (Finep) para a captação de R$ 1,5 milhão para ser utilizado no fortalecimento de ações voltadas à agricultura familiar, com a seleção de materiais promissores para registro de cultivares convencionais (não transgênicas).

O projeto tem duração prevista de três anos e contará com uma equipe executora composta por 16 pesquisadores da Fepagro, dos Centros de Pesquisa em São Gabriel, Maquiné, Vacaria, São Borja, Júlio de Castilhos, Taquari e Rio Grande, coordenados pela pesquisadora Ionara Fátima Conterato, da Fepagro Forrageiras (São Gabriel).

Por meio de melhoramento genético clássico, com o cruzamento e seleção de cultivares, o projeto visa à obtenção de sementes convencionais de feijão, forrageiras, trigo, milho, soja, sorgo, cebola, cenoura, mostarda e ervilha que possam servir de base para a sustentabilidade da agricultura familiar. “Queremos lançar cultivares capazes de atender às demandas regionais que promovam uma agricultura de baixo impacto ambiental”, explica Ionara.

De acordo com o diretor-presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer dos Santos, o envio da carta-convite da Finep para a distribuição de R$ 20 milhões entre as organizações que compõem o Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa) é resultado de forte interação com a Embrapa. O ato concretiza uma aliança para a inovação agropecuária no Brasil. “Esse é um recurso que será fundamental à equipe de pesquisa, sendo de fácil execução financeira”, aponta o diretor-presidente.

Conforme o resultado divulgado pela Finep em 23 de outubro, foram classificadas 11 propostas. “Somos a única que contempla a agricultura familiar, o que é motivo de orgulho para nós”, comemora Ionara. A verba captada reforçará a capacidade de execução de pesquisa da Fepagro, principalmente no fortalecimento dos programas de melhoramento genético. Segundo a coordenadora, o projeto vai permitir que o Rio Grande do Sul seja protagonista no mercado de sementes convencionais, principalmente nos programas de apoio e fomento à agricultura familiar, como o Troca-Troca de Sementes do Governo do Estado. “Dessa forma, pretendemos reduzir a dependência dos agricultores às tecnologias de empresas multinacionais”, completa.

FONTE: gaz

Batata consumida crua e boa para diabéticos é vendida na Expointer, RS

Como um pedaço por dia e nunca mais tomei remédio”, garante produtor.

Estande dos Munari trabalha com o comércio e a troca de sementes raras.

 

Vinícius Rebello Do G1 RS, em Esteio

Amilton Munari batata yacon Expointer (Foto: Vinícius Rebello/G1)Amilton produz e recomenda a batata yacon para diabéticos (Foto: Vinícius Rebello/G1)

O pequeno produtor Amilton Munari mantém uma pequena propriedade com cerca de dois hectares no município de Maquiné, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Lá, ele planta apenas sementes que dificilmente são encontradas no estado, entre elas uma batata especial, da variedade yacon.

De gosto adocicado, a planta está sendo comercializado no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer, a feira de agronegócio realizada em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. E segundo o produtor, é um santo remédio para quem é diabético como ele.

Amilton Munari batata yacon Expointer (Foto: Vinícius Rebello/G1)
Produtor de Maquiné resgata sementes de alimentos
esquecidos (Foto: Vinícius Rebello/G1)

“Por experiência própria, eu garanto isso. Como um pedaço por dia e nunca mais precisei tomar remédio contra a diabetes. A yacon pode ser consumida in natura. É uma batata doce que alimentou os incas por muitos anos. A produção ainda é pequena, mas está crescendo no estado”, afirma.

No estande dos Munari no Pavilhão da Agricultura Familiar, Amilton trabalha com um banco de sementes e o resgate de alimentos que estavam se perdendo. Ali também ele passa informações sobre os produtos cultivados em sua propriedade. Além da batata yacon, ele produz frutas nativas como aroeira, juçara e açaí.

“As pessoas trocam as sementes aqui, ou dão uma contribuição espontânea. Assim o banco de sementes vai se multiplicando. Passamos as sementes adiante. Quando trocam de terra e de clima, as sementes se fortalecem e, com isso, as pessoas ficam contentes”, conta o pequeno produtor, orgulhoso.

FONTE: G1

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