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Muito Além do Peso

Estela Renner expõe situação pouco conhecida no país em doc sobre obesidade infantil.

Trailer Oficial MUITO ALÉM DO PESO – em novembro nos cinemas from Maria Farinha Filmes on Vimeo.

Uma em cada três crianças brasileiras entre 5 a 9 anos sofre de sobrepeso ou obesidade, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Grande parte desse percentual está altamente propensa a doenças cardíacas, pressão alta, diabetes, artrite e até trombose. Os dados podem parecer sensacionalistas em um país onde a subnutrição ainda é muito presente – 6,9% da população, indica a Organização das Nações Unidas (ONU) -, mas Estela Renner, diretora do documentário Muito além do peso, quer provar que não. “A obesidade infantil é uma pandemia atual. E o Brasil não foge dela”, argumenta.

Estela e sua equipe, apoiadas pelo Instituto Alana e com a produção de Maria Farinha Filmes, percorreram o país nos dois últimos anos para encontrar famílias em diferentes condições sócioeconômicas e conversar com elas sobre sua alimentação, especialmente a das crianças. Os resultados são chocantes e a impressão, se não fossem as imagens do Brasil interiorano, é de que as filmagens foram feitas com personagens de regiões mais industrializadas. Isso porque o longa mostra brasileirinhos muito mais familiarizados com salgadinhos industrializados, refrigerantes e hamburguers do que com um abacate. Aliás, Estela regista em cenas a dificuldade das crianças de reconhecerem um.

Entre as questões tratadas no longa-metragem, a indústria da propaganda ganha destaque e é apontada como influente na decisão de consumo alimentar. “O índice de sobrepeso aumenta 134% em crianças quando elas são expostas à publicidade”, mostra o filme. Personagens como apresentador e chefe britânico Jamie Oliver, líder do movimento Food Revolution, Ann Cooper, Diretora do School Food Project, apoiado por Michele Obama, o indiano Amit Goswami, que desenvolveu estudos em física quântica sobre o assunto, e outros especialistas endossam a pesquisa da diretora e oferecem dados que confirmam a situação alarmante revelada. Amit Goswami, por exemplo, discorre sobre uma informação pouco dissipada e que justifica o aumento de peso generalizado entre as crianças: “A verdade é que quando não obtemos vitalidade nutricional dos alimentos, passamos a comer muito para compensar a falta de nutrientes. Por isso engordamos. Os alimentos que estamos consumindo são cheios de calorias, mas vazias”.

“Eu achava que essa coisa da criança não distinguir uma batata de outro legume era coisa de documentário americano”

Ian, 4 anos, morador de Careiro da Várzea, no Amazonas, é uma das crianças visitadas pela equipe do filme. Tem problemas de coração e pulmão e faz manha, se debate no chão da cozinha pedindo por batata, daquelas crocantes de saquinho. Só termina o chororô quando os pais cedem e dão a ele o salgadinho, que acabam comendo junto com filho. O menino é obeso desde os primeiros anos de vida. “A gordura força o pulmão dele. Ele tem falta de ar e o médico disse que a tendência é que ele fique com o coração grande por isso”, revela o pai. Os pais de Ian também sofrem de obesidade.

Em debate após a pré-estreia do documentário, que aconteceu na noite de 12/11 no Auditório do Ibirapuera, a diretora comentou das razões que a levaram fazer o filme: “Eu achava que essa coisa da criança não distinguir uma batata de outro legume era coisa de documentário americano. Quando vimos que isso era realidade aqui também, percebemos que faltava esse tipo de material, então a gente foi lá e fez. Justamente pra tentar entender porque o ambiente alimentar infantil brasileiro mudou tanto nos últimos anos”.

Fonte: Revista TPM

MDS e parceiros lançam Marco de Referência em Educação Alimentar e Nutricional

Documento orienta a elaboração e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à melhoria dos hábitos alimentares da população.

Marco de Referência vai evoluir políticas de educação alimentar. Foto: Gilmar Felix/MDS

Marco de Referência vai evoluir políticas de educação alimentar. Foto: Gilmar Felix/MDS

Gestores e profissionais de assistência social, saúde e educação que lidam cotidianamente com os desafios da educação alimentar e nutricional no Brasil contam, a partir de agora, com um documento oficial para nortear as políticas públicas sobre o tema. Nesta sexta-feira (30), os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde e Educação lançaram o Marco de Referência em Educação Nutricional e Alimentar.

Construído a partir de discussões entre representantes dos três ministérios, de universidades e da sociedade civil, o documento consolida conceitos e práticas de educação alimentar e permite um olhar multidisciplinar sobre as políticas que promovem o direito à alimentação adequada, previsto na Constituição Federal e em vários documentos e tratados internacionais. “Essa é uma novidade e uma conquista muito importante, pois dá visibilidade à discussão sobre os hábitos alimentares da nossa população, além de contribuir para qualificar os debates e práticas em diferentes setores envolvidos”, avalia a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Maya Takagi.

Segundo ela, o momento atual é para incentivar o debate sobre o que o brasileiro coloca no prato, como a qualidade da alimentação reflete na sua saúde e qual a melhor forma de abordar as questões ligadas à insegurança alimentar na elaboração e execução das políticas públicas. “A insegurança alimentar tem muitas faces, que não se restringem à desnutrição ou subnutrição, mas também incluem a obesidade e outras manifestações.”

A secretária afirma que a evolução positiva na renda média do brasileiro, especialmente nos últimos anos, não se refletiu na melhor qualidade dos alimentos consumidos pelas famílias. “O consumo de alimentos processados, industrializados, com excesso de açúcares, sódio e gorduras e pobres em micronutrientes, é uma tendência em crescimento em todas as classes econômicas.”

A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, avalia que o Marco de Referência ajudará a consolidar as políticas de segurança alimentar e nutricional, assim como a fortalecer o tema da educação alimentar no país. “A educação alimentar é uma medida fundamental para enfrentar questões como a obesidade, a desnutrição e as doenças ligadas à alimentação insuficiente ou inadequada.” O documento lançado nesta sexta-feira, assinala ela, servirá de base para a revisão do Guia Alimentar da População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2006 e que está em processo de atualização.

Site – O primeiro desdobramento do Marco de Referência é o lançamento do espaço virtual Ideias na Mesa, dedicado ao debate permanente sobre educação alimentar e nutricional. A rede virtual, que entrou no ar também nesta sexta-feira, foi criada para compartilhar experiências de pessoas, instituições do governo e organizações da sociedade civil que pratiquem e ajudem a promover a alimentação adequada e saudável no país. A nova página tem também o objetivo de multiplicar conhecimento, oferecendo informações técnicas a todos os interessados no tema.

“O Marco de Referência e a rede virtual são espaços valiosos que reúnem tudo o que sabemos e tudo o que precisamos saber sobre a educação alimentar e nutricional e que têm o papel de integrar o saber científico e os saberes populares e regionais na promoção do direito humano à alimentação adequada”, ressalta Elisabetta Recine, coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Nutricional e Alimentar da Universidade de Brasília (OPSAN/UnB), parceiro do MDS na construção do site.

O Ideias na Mesa conta ainda com um sistema de busca geográfica, que permitirá o rápido acesso às experiências já cadastradas. O site terá também um blog e contas em redes sociais como Facebook e Twitter, ferramentas que ajudarão a levar mais longe suas experiências. O endereço da rede virtual é www.ideiasnamesa.unb.br.

Ascom/MDS
(61) 3433-1021

www.mds.gov.br/saladeimprensa

Cursos gratuitos de especialização oferecem 400 vagas

O Ministério da Saúde (MS), por meio da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está promovendo a realização de dois cursos de especialização à distância, com oferta de 400 vagas (200 vagas em cada curso).

Uma das especializações é em Alimentação e Nutrição na Atenção Básica. A outra é em Gestão da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). Ambos os cursos são gratuitos e na modalidade à distância.

O objetivo é qualificar profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito da Atenção Básica e da Gestão das ações de alimentação e nutrição, bem como professores e preceptores de cursos de graduação na área de saúde e residências multiprofissionais em saúde.

Esta ação atende à 6ª diretriz da PNAN, que é de qualificar e capacitar a força de trabalho. No Ministério da Saúde, esta ação é promovida no âmbito da CGAN, do

Departamento de Atenção Básica, vinculado à Secretaria de Atenção à Saúde.

As inscrições podem ser feitas até 9 de novembro. Clique aqui para informações e inscrições.

Fonte: Ascom/Consea – com informações do edital de seleção

Agronegócio utiliza cada vez mais agrotóxicos por hectare. Entrevista com Victor Alvarez

Considerado o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, o mercado brasileiro corresponde “a quase 1/5 (um quinto) do mercado mundial no volume de vendas” de herbicidas, algo em torno de 19% do mercado internacional. De acordo com Victor Pelaez Alvarez, “entre 2001 e 2010, a produção agrícola das oito principais commodities consumidoras de agrotóxicos aumentou 97%, a área plantada aumentou 30% e a venda de agrotóxicos aumentou 200%”. Esses dados, ressalta, demonstram a intensificação do uso do produto nas lavouras brasileiras, que “estão usando mais agrotóxicos por hectare”.

Victor Pelaez Alvarez é graduado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Política Científica e Tecnológica pela mesma universidade, e doutor em Sciences Economiques pela Université de Montpellier I. É professor associado da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Confira a entrevista:

A partir das pesquisas do observatório, o que é possível apontar sobre o mercado internacional de agrotóxicos? Qual é a participação do Brasil nesse mercado?

Desde 2008, estima-se que o Brasil seja o maior mercado mundial de agrotóxicos, ultrapassando os Estados Unidos. Em 2010, o mercado brasileiro correspondia a quase 1/5 (um quinto) do mercado mundial no volume de vendas. Então, o Brasil tem 19% e os Estados Unidos tem 17% desse mercado.

Outro aspecto importante é o desempenho. Enquanto as vendas mundiais, entre 2000 e 2010, crescem em torno de 90%, as vendas brasileiras crescem 190%. Em termos de importações mundiais, o Brasil também está entre os seis maiores importadores mundiais de agrotóxicos e, nos anos 2000, o crescimento brasileiro foi o maior de todos. O Brasil cresceu cerca de cinco vezes, algo em torno de 487% das importações brasileiras de agrotóxicos. Eu estou considerando somente os produtos formulados, utilizados na agricultura. Depois do Brasil, o consumo de agrotóxicos é mais intenso na Alemanha e no Canadá. Esses dois países consomem cerca de 114% dos agrotóxicos.

Por que há interesse no mercado brasileiro? Por quais razões o uso de agrotóxicos triplicou na última década?

Entre 2001 e 2010, a produção agrícola das oito principais commodities consumidoras de agrotóxicos aumentou 97%, a área plantada aumentou 30% e a venda de agrotóxicos aumentou 200%. Então, houve uma intensificação do uso. Enquanto a área plantada aumenta 30%, as vendas de agrotóxicos aumentam 200%. É possível ver que há uma intensificação do uso de agrotóxicos e isso é muito preocupante, porque estão usando mais agrotóxicos por hectare. Isso acontece por vários motivos, entre eles está o fato de o agricultor estar mais capitalizado e, portanto, capaz de comprar e investir mais em insumos.

O outro aspecto diz respeito ao uso continuado de agrotóxicos, principalmente de um único deles, que é o glifosato. O uso contínuo causa dependência, e é preciso usar uma quantidade sempre maior de agrotóxicos na lavoura. Além disso, é necessário utilizar agrotóxicos diferentes do glifosato, e agrotóxicos que são mais tóxicos.

Então, há uma inversão, ou seja, um retrocesso tecnológico, porque todo o discurso para vender a soja transgênica resistente ao glifosato é de que ela iria reduzir o consumo de agrotóxicos, iria proporcionar o uso mais racional de um agrotóxico menos tóxico, mas na medida em que aumenta a resistência, é necessário combinar o glifosato com outros herbicidas mais tóxicos. O Paraquat é outro produto que está sendo utilizado no Rio Grande do Sul. É um produto classe 1, em termos de grau de toxicologia, pois é extremamente danoso.

De quais países o Brasil importa e para quais exporta agrotóxicos? O que suas pesquisas demonstram sobre a regularização desses produtos?

O Brasil foi um grande importador de agrotóxicos. É importante saber que treze empresas multinacionais controlam cerca de 90% do mercado mundial. Essas empresas estão subsidiadas no mundo inteiro, e as importações e exportações que acontecem estão ligadas a um comércio entre empresas e filiais de empresas multinacionais, localizadas em várias regiões do mundo. Não é necessariamente o Brasil como país que está importando ou exportando agrotóxicos. Ele está ligado a essa lógica de comércio entre empresas multinacionais.

O fato de o Brasil exportar agrotóxicos significa que algumas multinacionais aqui instaladas exportam para outras empresas. Por exemplo, a filial da Monsanto exporta para outra filial na Bélgica ou nos Estados Unidos. Há uma troca entre unidades de produção de uma mesma empresa, na medida em que elas têm uma lógica de produzir em grande escala. Algumas plantas podem se especializar na produção de determinados agrotóxicos em nível mundial para reduzir o custo de produção. No caso do Brasil, o comércio é mais intenso no sentido de exportar agrotóxicos para os países da América Latina, principalmente para a Argentina, onde são destinados 50% das exportações. Há um intenso comércio entre os países vizinhos. A Bélgica e os Estados Unidos são grandes países de destino das exportações brasileiras. Na realidade, esses são países de destino porque algumas multinacionais especificamente fazem esse comércio de matriz e filial. Da mesma forma, o Brasil também é um grande importador dos Estados Unidos. Essa é a lógica comercial.

Como compreender a posição do governo brasileiro, de aceitar o uso de agrotóxicos que são proibidos em outros países? O que isso demonstra sobre a política brasileira em relação à saúde e à agricultura? Nesse sentido, como vê a atuação da CTNBio e da Anvisa?

Essa é uma boa pergunta. Por ser um grande exportador agrícola e exportador para alguns países que têm maior rigor no controle dos produtos, como a União Europeia e os Estados Unidos, o Brasil deveria ter um cuidado maior em termos de harmonização, visto que ele tem autorizado uma série de agrotóxicos que são proibidos nesses países, inclusive alguns na China. A China é mais cuidadosa no sentido de harmonizar sua legislação com países da União Europeia, e o Brasil, nesse sentido, acaba ficando atrasado nesse processo. Por ser o maior mercado mundial em crescimento, o país também sofre a pressão das empresas que tentam vender produtos que já não podem ser vendidos em outros países. E aí, obviamente, a venda depende do grau de rigor da legislação brasileira.

Como a legislação brasileira diz que o registro de um produto agrotóxico tem um prazo indeterminado, diferentemente, por exemplo, de países pertencentes à União Europeia, que têm prazos de dez anos, o ônus da prova para retirar um produto do mercado é do órgão regulador. Diante desse esforço da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de rever quatorze ingredientes ativos que hoje teriam um risco potencial à saúde humana, as empresas utilizam-se de artifícios legais e pedem a cassação do processo de revisão dos agrotóxicos na Justiça. Todos esses pedidos de liminares foram atendidos inicialmente pelos juízes e depois revertidos. Aí a estratégia é para ganhar tempo, mas isso gera um grande desgaste para uma agência reguladora, que tem pessoal, recursos humanos e financeiros escassos.

Na medida em que a regulação no Brasil é feita por três órgãos, o Ministério da Agricultura (que avalia a eficácia agronômica), o Ministério do Ambiente (que avalia os impactos ambientais) e a Anvisa, do Ministério da Saúde (que avalia o impacto à saúde humana), acaba prevalecendo uma lógica de mercado de curto prazo, que tem o efeito bumerangue, porque o Brasil acaba exportando alimentos com resíduos de agrotóxicos para mercados em que tais produtos são proibidos.

O exemplo mais claro disso foi a exportação do suco de laranja para os Estados Unidos com o resíduo de um fungicida, o Carbendazim que é proibido lá. Bom, isso fez com que os produtores de suco de laranja tivessem um prejuízo de milhões de dólares. Então, veja que, de um lado, a agricultura está ligada ao mercado e, de outro, à saúde, como se fossem variáveis distintas. Trata-se de um falso dilema.

Para os mercados exigentes, cada vez mais a variável saúde é uma variável de mercado, que garante acesso a ele e dá credibilidade àquele que toma cuidado com a qualidade de seus produtos. O Brasil, ao não ter esse cuidado, ao se submeter à lógica das empresas, se submete a uma minoria e entra em conflito com o próprio desinteresse da agricultura nacional. A maneira de se colocar o problema é totalmente equivocada, no sentido de que haveria uma dicotomia entre saúde e agricultura, ou saúde e mercado.

Pelo contrário, os dois devem andar juntos e isso faz parte, ou deveria fazer parte, de um país com grande biodiversidade, preocupado em garantir padrões de qualidade em termos ambientais e à saúde humana. Enfim, essa preocupação com a qualidade dos alimentos faz parte de qualquer lógica de produção moderna, avançada etc. O Brasil é ainda bastante atrasado nessa discussão, na problematização dessas questões, na incorporação dessa temática na agenda de discussão das políticas públicas. O governo se submete à bancada ruralista, que está longe de perceber a realidade dos mercados consumidores dos países ricos.

Uma das justificativas para o aumento do uso de agrotóxico é a expansão da agricultura no país. Como vê essa justificativa? É possível produzir, na escala brasileira, sem o uso dos pesticidas?

Tudo isso é um processo. Veja que a chamada Revolução Verde, que começa depois da Segunda Guerra Mundial, expande um modelo de produção com o uso intensificado de produtos químicos, de sementes etc., levou algumas décadas para se consolidar. Da mesma forma, hoje é possível se produzir em grande escala, sim, com o uso racional dos insumos, principalmente dos agrotóxicos e fertilizantes químicos.

O fato é que os agrotóxicos são incentivados, são isentos de IPI, tem redução de até 60% do ICMS. Portanto, toda lógica econômica é voltada para a redução do preço no intuito de incentivar a produção e o consumo destes produtos. Durante muito tempo o sistema de créditos no Brasil só concedia créditos para o agricultor que usasse agrotóxicos, quer dizer, havia um incentivo ao consumo desses produtos. Falta ao Brasil uma política de racionalizar o uso desses artigos.

Se você produzir em pequenas propriedades, por exemplo, por sistemas agroecológicos ou que usam uma quantidade muito menor de agrotóxicos, a soma disso dará a escala em nível regional e nacional. Novamente, trata-se da forma como se coloca o problema, como se pensa uma política agrícola integrada e preocupada com as questões ambientais.

IHU On-Line

O tomate: ‘Too much’

Selvino Heck*

Leio no jornal: “No último relatório do Programa da Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, de 2010, 16,3% da amostra de tomates tinham presença de ingredientes não autorizados ou resíduos acima do permitido pelo órgão” (Folha de S.Paulo, Caderno Comida, 19/09/2012). Segundo Roberto de Albuquerque Melo, da Associação Brasileira de Horticultura, “às vezes, infelizmente, são detectados resíduos de agrotóxicos nos tomates que comemos”.

No mesmo dia 19 de setembro, recebo mensagem pela internet: “É com pesar que comunico a passagem dia 08/09 da Maria Cristina Carvalho da Silva, acometida de um câncer fulminante diagnosticado há um mês. A Cris participou do 5-Ceta-2 em 1977. Um forte abraço a todos da MIM, dos Peregrinos – Ceta-RS.”  Respondi: “Puta merda, compas. Mais uma numa idade e tempo em que isso não podia acontecer. Encontrei a Cris não faz muito num evento no Rio da Rede Unida, articulação na área da saúde, onde representei o governo federal. Ela veio me agradecer a presença, elogiar a fala sobre a participação social como método de governo, e de como as práticas populares são um alimento para a alma – recentemente o Conselho Nacional de Saúde aprovou a política nacional de educação popular em saúde. Cuidemo-nos, por favor! Estou cansado de ouvir e receber tantas notícias tristes. Selvino”.

Estes dias o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) promoveu uma Mesa de Controvérsias sobre os Agrotóxicos. Também há poucos dias o ministro Gilberto Carvalho convidou-me para assumir, em nome da Secretaria Nacional de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, a Secretaria Executiva da Comissão de Agroecologia e Produção Orgânica, que deverá, junto com uma Câmara Interministerial, coordenar a formulação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, segundo decreto da Presidenta Dilma Rousseff de 20 de agosto.

Em 2008, o Brasil, segundo dados da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural do Ministério do Meio Ambiente, ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado mundial de agrotóxicos. Nos últimos dez anos, as vendas de agrotóxicos cresceram cerca de 93% no mundo. No Brasil, este crescimento foi de 190%. O mercado nacional movimentou cerca da US$ 7,3 bilhões em 2010, 19% do mercado global. 852,8 milhões de agrotóxicos foram pulverizados em 2011: soja, 40%; milho, 15%; cana e algodão, 10% cada; cítricos, 7%; café e trigo, 3% cada; demais, 15%.

Hora de agir. O Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2012-2015, construído pela Câmara interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), prevê a “promoção de um modelo de produção, extração e processamento de alimentos agroecológicos e orgânicos e de proteção e valorização da agrobioversidade e o aperfeiçoamento de mecanismos de gestão, controle e educação voltados para o uso de agrotóxicos, organismos geneticamente modificados e demais insumos agrícolas”.

Os movimentos sociais propõem: banimento imediato dos agrotóxicos proibidos em outros países; proibição de pulverizações aéreas de agrotóxicos; fim das isenções fiscais para agrotóxicos; fortalecer e ampliar as políticas de aquisição de alimentos produzidos sem agrotóxicos para a alimentação escolar; priorizar a implantação de uma Política Nacional de Agroecologia.

O engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Hortaliças Edson Guiducci Filho falou, na Mesa de Controvérsias sobre Agrotóxicos, que é preciso vontade política. E citando Marx – a humanidade só se coloca problemas que pode resolver –, enfatizou a necessidade de ações imediatas, como: uma política de redução do uso de agrotóxicos; ampliação de novas tecnologias nos processos e práticas existentes; a definição de medidas e metas ousadas; a ampliação de recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação, com participação da Embrapa e parceiros, de instituições de pesquisa, universidades, organizações e movimentos sociais.

Não sei a causa do câncer da Cris, companheira de Pastoral de Juventude dos anos 70. Mas cada vez mais os alimentos cheios de venenos colocam no sangue e nas veias de todas e todos nós venenos invisíveis, que causam doenças, cânceres e mortes absurdamente prematuras.

O grande poeta Pablo Neruda, em Oda al tomate, escreveu: “O tomate tem luz própria”, celebrando a hortaliça como “astro da terra” e “estrela fecunda”. O tomate, no trocadilho de too much, que significa “demais”, e os alimentos em geral, hortaliças e frutas em particular, não podem continuar sendo venenos ambulantes gerando doenças e matando pessoas, seja as que plantam e produzem, seja as que consomem. É tempo de produção orgânica e agroecológica, o que exige alimentação adequada e saudável, com um novo modelo de produção agrícola, onde o mercado não tenha a última palavra e o lucro não seja a única referência. A saúde do planeta e das pessoas vale muito mais.

*Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República.

Fonte: Jornal do Brasil

Transgênicos causam até três vezes mais câncer em ratos, diz pesquisa

Estudo feito por universidade francesa considera resultados ‘alarmantes’. Cerca de 200 camundongos comeram milho modificado durante dois anos.

Camundongos alimentados com alimentos transgênicos sofrem de câncer com mais frequência e morrem antes que os demais, destaca um estudo publicado nesta quarta-feira (18) pela revista “Food and Chemical Toxicology”, que considera os resultados “alarmantes”.

“Observamos uma mortalidade duas ou três vezes maior entre as fêmeas tratadas com organismos geneticamente modificados (OGM). Nos dois sexos, há entre duas e três vezes mais tumores”, explicou à AFP Gilles-Eric Seralini, professor da Universidade de Caen, na França, que coordenou o trabalho.

Para fazer a pesquisa, 200 camundongos foram alimentados por até dois anos, de três maneiras diferentes: apenas com milho OGM NK603, com milho OGM NK603 tratado com Roundup (o herbicida mais usado do mundo) e com milho não transgênico tratado com Roundup.

Os dois produtos (o milho NK603 e o herbicida) são propriedade do grupo americano Monsanto. Durante o estudo, o milho integrava uma dieta equilibrada, em proporções equivalentes ao regime alimentar observado nos Estados Unidos.

“Os resultados revelam uma mortalidade muito mais rápida e importante durante o consumo dos dois produtos”, afirmou Seralini, cientista que tem integrado comissões oficiais sobre os alimentos transgênicos em 30 países.

“O primeiro camundongo macho alimentado com OGM morreu um ano antes do indicador (animal que não comeu OGM). A primeira fêmea morreu oito meses antes. No 17º mês, foram observados cinco vezes mais machos mortos alimentados com 11% de milho (OGM)”, comparou o cientista.

Os tumores apareceram na pele e nos rins de machos alimentados com transgênicos até 600 dias antes que nos roedores indicadores. No caso das fêmeas, que tiveram tumores nas glândulas mamárias, a doença apareceu em média 94 dias antes naquelas que receberam OGM.

“Pela primeira vez no mundo, um OGM e um pesticida foram estudados por seu impacto na saúde a mais longo prazo que as agências de saúde, os governos e as indústrias haviam feito até agora”, disse o coordenador da pesquisa.

Fonte: G1

3 Mitos sobre a Agroecologia

Vídeo produzido pela ANA – Articulação Nacional de Agroecologia, em parceria com a campanha Cresça – Comida, Justiça, Planeta, da Oxfam, mostra como a agroecologia pode ser uma solução para vários problemas no mundo.

É possível produzir sem produtos químicos e em grande escala, por exemplo!

Agrotóxicos em monocultura de eucalipto intoxicam mais de 30 geraizeiros no Norte de Minas

Pela Rede de Comunicadores Populares do Semiárido Mineiro
Fonte: ASA Minas
Diversos casos de intoxicação foram relatados por famílias moradoras do Assentamento Vale do Guará, no município Vargem Grande do Rio Pardo.  Cerca de 30 pessoas entre crianças, jovens e adultos sentiram diversos sintomas depois que um avião pulverizador de agrotóxicos passou por uma enorme plantação de eucalipto.

Segundo as vítimas, um inseto parecido com um piolho chegou a infestar as casas dos moradores provavelmente vindo da área de monocultura de eucalipto. Porém, a aplicação do defensivo por parte dos donos da plantação acabou poluindo o ambiente causando grande mal estar entre as diversas pessoas.
O posto de saúde mais próximo ficou pequeno para tantas pessoas, todas com os mesmos sintomas. Náuseas, febre, vômitos, coceiras na pele foram os sintomas mais comuns. Pessoas que já tinham a saúde frágil ainda tiveram maiores complicações com a baixa imunidade, acabaram tendo ataque de outras doenças como gripes, resfriados e até alergia.
O pior de tudo é que as famílias não tem pra quem denunciar. Segundo eles, até pensaram em reclamar para o Conselho Municipal de Meio Ambiente, o Codema, porém, proprietários das monoculturas de eucalipto possuem assento no conselho. Segundo eles, a situação é de injustiça e impunidade.
POVO TRADICIONAL EM LUTA – A região faz parte do território tradicional dos geraizeiros. Os Assentados do Vale do Guará afirmam que esse não é o único mal que a monocultura de eucalipto trás. Segundo eles muitas nascentes da região secaram ou estão comprometidas desde que o eucalipto chegou à região. Eles acreditam na importância da preservação do meio ambiente e que é possível gerar renda a partir do manejo sustentável da região, valorizando as potencialidades como o extrativismo de frutos do cerrado, entre outros. Eles estão na luta junto com outras comunidades do entorno que tem o mesmo propósito para a criação da Reserva Extrativista – Resex Areião. Um dos objetivos da criação da reserva é para garantir a proteção da área que além de ser referencia de suas culturas, abriga uma grande biodiversidade e diversas nascentes da região.
As comunidades do entorno estão sendo apoiadas pela Promotoria do São Francisco, a implantação de Unidades Socioambientais de Referencia – USARs – onde são construídas propostas de uso, ocupação e produção agroextrativista dentro dos princípios da agroecologia.  Também estão sendo implementadas tecnologias de armazenamento de água da chuva pelo Programa Um Milhão de Cisternas, o P1MC da Articulação no Semi-Árido – ASA. Apesar de ser uma região de nascentes, depois da chegada do eucalipto muitas secaram e diminuiu muito a disponibilidade de água na região. Por meio das capacitações do programa as famílias tiveram mais conhecimento sobre seus direitos, porém eles encontram dificuldades para denunciar uma vez que os órgãos do município e região são comandados por pessoas que tem interesses pessoais e econômicos.
As comunidades reivindicam que os órgãos públicos responsáveis pela fiscalização do uso de agrotóxicos – Ministério da Agricultura, Ministério da Saúde, Anvisa, Ibama, SEMAD, Secretaria de Agricultura, Secretaria da Saúde e Ministério Público façam de imediato uma fiscalização conjunta no sentido de coibir as pulverizações, promover ações de proteção da saúde das comunidades geraizeiras que vem sendo impactadas pela monocultura do eucalipto. E que o ICMBio decrete de imediato a criação da RDS / RESEX Areião Vale do Guará.

Agrotóxicos x Saúde

por Gabriele Carvalho e Violeta Campolina

Fonte: Blog Saúde Brasil

Defensivo agrícola, pesticida, praguicida, veneno, são muitas as formas de se referir ao produto. Segundo a Norma Regulamentadora Rural nº 5, que acompanha a Lei nº 7.802/89, os agrotóxicos são “substâncias, ou mistura de substâncias, de natureza química, quando destinadas a prevenir, destruir ou repelir, direta ou indiretamente, qualquer forma de agente patogênico ou de vida animal ou vegetal que seja nociva às plantas e animais úteis, seus produtos e subprodutos e ao homem”. Visando o lucro máximo e a produtividade, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxico no mundo, impactando os ecossistemas e a saúde da população.

A população com maior vulnerabilidade são os trabalhadores da agricultura familiar, que são aqueles que expõem, manipulam e aplicam o agrotóxico, gerando assim riscos para a sua saúde. Somado a isso, esses trabalhadores na maioria das vezes não utilizam medidas de proteção isso devido ao não fornecimento de informações de como eles devem ser utilizados, além de muitos deles serem inviáveis ergonomicamente, o que afeta na execução do trabalho– uso de equipamentos de segurança, aplicação de dosagem correta, consumo de produtos autorizados, obediência às regras de armazenagem e descarte de embalagens, facilitando ainda mais a contaminação com o produto.

No setor saúde, os efeitos dos agrotóxicos podem ser agudos ou crônicos. Os agudos são aqueles que ocorrem principalmente em trabalhadores rurais, com sintomas que aparecem até 24 horas depois da exposição; como exemplo: espasmo muscular, convulsão, náusea, desmaio, vômito e dificuldade respiratória. Já os crônicos decorrem de exposição prolongada a baixas doses das substâncias, inclusive via alimentação, chegando à mesa do consumidor por meio de alimentos com resíduos das substâncias.

O uso de agrotóxico no Brasil             

Segundo José Agenor Álvares da Silva, diretor da Agencia Nacional de Vigilancia Sanitária (Anvisa),  o Brasil faz uso de 19% de todos os agrotóxicos produzidos no mundo, ele ainda coloca que 17% corresponde aos EUA e o restante dos países, 64%.

Aponta que, atualmente, no país existem 130 empresas produtoras de defensivos agrícolas responsáveis por produzir 2.400 tipos diferentes.

Dados divulgados pela ANVISA em conjunto com o Observatório da Industria dos Agrotóxicos da UFPR, em abril deste ano, mostra que o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93% e o brasileiro cresceu 190%, ultrapassando os EUA assumindo o posto de maior no mercado. No ano de 2010 o mercado movimentou cerca de US$ 7,3 bilhões, já em 2011 o aumento nas vendas foi de 16,3%, alcançando US$ 8,5 bilhões, sendo seis as maiores empresas que controlam 66% esse mercado, são elas: Basf, Bayer, Dow, Monsanto e Syngenta. O que acontece é uma pratica comum entre as grandes empresas, onde essas compram as menores e formam monopólios e oligopólios, ocupando a maioria dos espaços  de produção e consumo uma vez que controla o comércio de grãos, oferece facilidades ao agricultor e estimula a compra dos consumidores.

Um dossiê intitulado “ Um alerta sobre os impactos dos Agrotóxicos na Saúde” lançado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva ( ABRASCO)  no congresso de nutrição World Nutrition Rio 2012, traz informações interessantes a cerca dos efeitos desse veneno para a saúde e aponta que há três anos o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxico no mundo.

Em maio deste ano foi publicado no jornal francês Le Monde a noticia “Ligação entre Parkinson e agrotóxicos é oficialmente reconhecida na França” a noticia traz a historia de um produtor que moveu um processo contra a Monsanto, julgada responsável por uma intoxicação do produtor da inalação de um dos herbicidas produzidos pela empresa. A partir disso dezenas de produtores fizeram reivindicações a respeito da classificação de doenças ocupacionais relacionadas ao uso de pesticidas e a retirada de produtos perigosos. O decreto sobre o reconhecimento do Mal de Parkinson, foi muito aguardado, visto que o agricultor faz parte da Associação de Fitovitimas, criada em 2011, ele esperou quatro anos para ter a doença reconhecida como ocupacional. Isso evidencia que está crescendo a preocupação e os olhares que se voltam para o uso desses produtos e seus malefícios.

Dentro desse cenário, onde a preocupação principal é produzir, gerar lucro e alimentar o agronegócio, pouco se preocupando com a saúde dos indivíduos, surgiu, em 2011, uma campanha que segue contraria a essa lógica é a “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida”. Uma série de organizações e movimentos sociais  participam da construção, entre eles estão: ABRASCO, FIOCRUZ, Via Campesina (MAB, MPA, MST, MMC, MPP, FEAB, ABEEF, CIMI, PJR e CPT), INCA, Movimento Estudantil, Rede Social de Justiça Social e Direitos Humanos. O objetivo central é sensibilizar a população  para os riscos que os agrotóxicos representam, e com isso adotar medidas para combater seu uso no país, evidenciando as contradições trazidas com o modelo do agronegócio.  Como parte da campanha lançou-se o documentário dirigido por Silvio Tendler “ O veneno está a mesa” que aborda como a chamada Revolução Verde do pós-guerra acabou com a herança da agricultura tradicional. No lugar, implantou um modelo que ameaça a fertilidade do solo, os mananciais de água e a biodiversidade, contaminando pessoas e o ar. O filme ainda aponta pequenas iniciativas em defesa de um outro modelo de produção agrícola. (Assista  aqui)

Como proposta para a solução desse problema tem-se a Agroecologia, trata-se de um sistema de produção sustentável onde o uso de veneno é proibido, tendo portanto um alimento nutritivo, saudável e garantindo a não contaminação/intoxicação do produtor com agrotóxicos. Uma pergunta que muitos fazem é: como escolher alimentos menos contaminados ou até menos isentos? Deixamos aqui algumas sugestões, escolha alimentos da safra, vá mais as feiras, conheça o agricultor, converse, procure saber o que ele usa na produção, lavar bem os alimentos também pode ser uma alternativa!

Por fim, vemos que a luta a favor de uma produção e alimentação que visa a saúde dos agricultores e consumidores, por uma segurança alimentar e nutricional de qualidade e eficaz, está começando e que a “briga” contra os “grandes” não será nada fácil, muito pelo contrario, participe também dessas movimentações, informe-se!

Fontes:

http://www.mst.org.br/Ligacao-entre-o-Mal-de-Parkinson-e-agrotoxicos-e-oficialmente-reconhecida-na-Franca

http://www.contraosagrotoxicos.org/

https://contraagrotoxicosdf.files.wordpress.com/2012/05/dossie-abrasco1.pdf

Campanha contra os Agrotóxicos e Pela Vida divulga projeto de financiamento colaborativo

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo. Decorrem disso sérios impactos à saúde pública, envolvendo diferentes grupos populacionais, como trabalhadores rurais, moradores do entorno de fazendas, além de todos nós que consumimos alimentos contaminados.

Por isso, mais de 50 entidades nacionais se juntaram em abril de 2011 na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que tem por objetivo sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e se mobilizar para cobrar medidas que freiem seu uso no Brasil.

Para fortalecer a atuação, foi criado um projeto de financiamento colaborativo através do site Catarse. A Campanha pede que os/as interessados/as acessem o link para saber os objetivos do projeto, motivações, ações previstas e formas de contribuir.

A Campanha já atua para transformar profundamente a realidade do país campeão em consumo de agrotóxico. Recentemente, lançou um abaixo assinado para banir do Brasil os agrotóxicos já banidos em outros países (a petição pode ser assinada aqui).

Veja aqui a lista das substâncias e instruções para coleta de assinaturas. Também a Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva divulgou um dossiê (veja aqui parte 1 e parte 2) que aponta os danos dos agrotóxicos e do agronegócio na população brasileira.

Para mais informações, acesse: www.contraosagrotoxicos.org

Fonte: Adital

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