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Cidadão pode enviar sugestões para pesquisas em Segurança Alimentar e Nutricional

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) abriu nesta segunda-feira (10) consulta pública para recebimento de propostas para compor a Agenda de Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional. Podem enviar sugestões pessoas interessadas na temática, incluindo pesquisadores, gestores e representantes da sociedade civil.

A agenda a ser construída orientará o trabalho da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional, de ministérios, de programas de pós- graduação e de agências de fomento, nas ações de financiamento à pesquisa.

A consulta foi um dos encaminhamentos aprovados durante o Seminário de Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional, promovido em dezembro pelo Consea, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O encontro teve como objetivo contribuir para a implementação de diretriz da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), definida no Decreto 7.272/2010: “instituição de processos permanentes de educação alimentar e nutricional, pesquisa e formação nas áreas de segurança alimentar e nutricional e do direito humano à alimentação adequada”.

Agenda de pesquisa foi recomendada por conferências nacionais

O documento está dividido em temas de pesquisa. A agenda apresentada na consulta é resultado da análise das recomendações das quatro conferências nacionais de SAN e discussões realizadas durante o seminário em dezembro.

Como pressuposto para a discussão da agenda, adotou-se a referência conceitual adotada na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, na Política Nacional e no Plano Nacional da área. Assim, todas as linhas e temas de pesquisa devem ter como princípios a soberania e a segurança alimentar e nutricional, o direito humano à alimentação adequada, a participação social e a intersetorialidade.

As contribuições referentes às desigualdades vivenciadas por grupos socialmente vulnerabilizados são transversais. Portanto, as sugestões relativas a esses grupos poderão ser incluídas em todos os temas de pesquisa.

Cada participante poderá contribuir em um ou mais temas, dependendo de seu interesse e experiência. A consulta pode ser acessada até 22 de julho.

FONTE: planalto.gov.br

Piauí terá observatório em segurança alimentar e nutricional

Os observatórios socioambientais objetivam realizar um monitoramento das políticas públicas

A professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Gabriella Coelho de Souza, esteve reunida este mês com a administração superior da Uespi para firmar uma parceria de cooperação de formação de uma rede observatórios socioambientais em segurança alimentar e nutricional.

Os observatórios socioambientais têm a finalidade de realizar um monitoramento das políticas públicas no Brasil e em Cabo Verde e avaliar a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) em todo o País, implantada a partir do decreto presidencial que regulamenta a Lei n° 11.346, de 15 de setembro de 2006, e cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).

Todos os estados terão um polo e vão gerir cada observatório de forma autônoma. A Uespi será a representante piauiense desse projeto que conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

“A pesquisa vai gerar uma coleta de dados dos municípios que informam os indicadores de produção e disponibilidade de alimentos; renda e condições de vida; acesso à alimentação adequada e saudável; saúde, nutrição e acesso a serviços relacionados; educação, programas e ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional”, ressalta Gabriella Souza.

A professora explica também que a Uespi vai realizar esse monitoramento através de pesquisa e extensão com os professores de pós-graduação de diversas áreas e também estudantes da instituição. “Todos os dados coletados ficarão disponíveis em um software que vai informar que tipo de ações o governo deve promover para melhorar as condições de alimentação em cada estado” afirma.

FONTE: http://bit.ly/sqdWRC

Brasil leva experiência para encontro da FAO

“Segurança alimentar e nutricional: desafios, oportunidades e necessidades” este é o tema da 37ª sessão plenária do Comitê de Segurança Alimentar da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), que será realizada em Roma, na Itália, no período de 17 a 22 de outubro. O debate conta com a participação do Brasil, na área da saúde, no painel Vozes de países em desenvolvimentos sobre suas experiências, desafios, oportunidades e necessidades.

O simpósio tem a importante tarefa de promover o diálogo sobre a segurança nutricional dentro do Comitê de Segurança Alimentar (CSA). Os participantes têm por objetivo ainda identificar maneiras de contribuir para acelerar progressos da situação nutricional dos países.

O assunto é complexto, porque envolve a preocupação mundial com a crise de alimentos, agravada pelas mudanças climáticas, combinada ao interesse e investimento na agricultura. A discussão coloca em debate a redução da desnutrição e da pobreza e de promoção de práticas alimentares promotoras da saúde.

A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, participará do painel. Ela destacará no simpósio a importância de políticas públicas voltadas para alimentação e a Política Nacional de Alimentação e Nutrição existente no Brasil.

“Este encontro é uma oportunidade de mostrar as ações que cada país tem para incentivar uma alimentação saudável. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição do MS coopera com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), com o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN 2012/2015), e outras políticas de desenvolvimento econômico e social do Brasil, ocupando papel importante na estratégia de desenvolvimento das políticas de SAN, principalmente em aspectos relacionados ao diagnóstico e vigilância da situação alimentar e nutricional e à promoção da alimentação adequada e saudável”, afirma.

O desafio que se impõe atualmente é garantir a segurança alimentar e nutricional para toda a população brasileira, de forma saudável em todas as fases do curso da vida, cumprindo o direito humano à alimentação adequada.

O Brasil é apontado pela FAO como um dos países que cumprirão os objetivos de redução da pobreza e da fome antes de 2015. Patrícia Jaime destaca que a garantia do alimento está incorporada a agricultura e projetos de segurança alimentar. “Assegurar o direito à alimentação adequada a toda a população é uma responsabilidade a ser compartilhada por outros setores governamentais e pela sociedade como um todo”, disse.

FONTE: Neyfla Garcia/Agência Saúde

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