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Muito Além do Peso

Estela Renner expõe situação pouco conhecida no país em doc sobre obesidade infantil.

Trailer Oficial MUITO ALÉM DO PESO – em novembro nos cinemas from Maria Farinha Filmes on Vimeo.

Uma em cada três crianças brasileiras entre 5 a 9 anos sofre de sobrepeso ou obesidade, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Grande parte desse percentual está altamente propensa a doenças cardíacas, pressão alta, diabetes, artrite e até trombose. Os dados podem parecer sensacionalistas em um país onde a subnutrição ainda é muito presente – 6,9% da população, indica a Organização das Nações Unidas (ONU) -, mas Estela Renner, diretora do documentário Muito além do peso, quer provar que não. “A obesidade infantil é uma pandemia atual. E o Brasil não foge dela”, argumenta.

Estela e sua equipe, apoiadas pelo Instituto Alana e com a produção de Maria Farinha Filmes, percorreram o país nos dois últimos anos para encontrar famílias em diferentes condições sócioeconômicas e conversar com elas sobre sua alimentação, especialmente a das crianças. Os resultados são chocantes e a impressão, se não fossem as imagens do Brasil interiorano, é de que as filmagens foram feitas com personagens de regiões mais industrializadas. Isso porque o longa mostra brasileirinhos muito mais familiarizados com salgadinhos industrializados, refrigerantes e hamburguers do que com um abacate. Aliás, Estela regista em cenas a dificuldade das crianças de reconhecerem um.

Entre as questões tratadas no longa-metragem, a indústria da propaganda ganha destaque e é apontada como influente na decisão de consumo alimentar. “O índice de sobrepeso aumenta 134% em crianças quando elas são expostas à publicidade”, mostra o filme. Personagens como apresentador e chefe britânico Jamie Oliver, líder do movimento Food Revolution, Ann Cooper, Diretora do School Food Project, apoiado por Michele Obama, o indiano Amit Goswami, que desenvolveu estudos em física quântica sobre o assunto, e outros especialistas endossam a pesquisa da diretora e oferecem dados que confirmam a situação alarmante revelada. Amit Goswami, por exemplo, discorre sobre uma informação pouco dissipada e que justifica o aumento de peso generalizado entre as crianças: “A verdade é que quando não obtemos vitalidade nutricional dos alimentos, passamos a comer muito para compensar a falta de nutrientes. Por isso engordamos. Os alimentos que estamos consumindo são cheios de calorias, mas vazias”.

“Eu achava que essa coisa da criança não distinguir uma batata de outro legume era coisa de documentário americano”

Ian, 4 anos, morador de Careiro da Várzea, no Amazonas, é uma das crianças visitadas pela equipe do filme. Tem problemas de coração e pulmão e faz manha, se debate no chão da cozinha pedindo por batata, daquelas crocantes de saquinho. Só termina o chororô quando os pais cedem e dão a ele o salgadinho, que acabam comendo junto com filho. O menino é obeso desde os primeiros anos de vida. “A gordura força o pulmão dele. Ele tem falta de ar e o médico disse que a tendência é que ele fique com o coração grande por isso”, revela o pai. Os pais de Ian também sofrem de obesidade.

Em debate após a pré-estreia do documentário, que aconteceu na noite de 12/11 no Auditório do Ibirapuera, a diretora comentou das razões que a levaram fazer o filme: “Eu achava que essa coisa da criança não distinguir uma batata de outro legume era coisa de documentário americano. Quando vimos que isso era realidade aqui também, percebemos que faltava esse tipo de material, então a gente foi lá e fez. Justamente pra tentar entender porque o ambiente alimentar infantil brasileiro mudou tanto nos últimos anos”.

Fonte: Revista TPM

Filme mostra a maior epidemia infantil da história

Um dos cinco melhores documentários da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em votação popular, foi o filme “Muito Além do Peso”, que aborda “a maior epidemia infantil há história – a obesidade”.

Crianças com doenças de adultos e números alarmantes transbordam da tela, revelando um jogo de responsabilidade entre Estado, família, escola, publicidade e indústria alimentícia. O documentário foi filmado em regiões do Brasil e dos Estados Unidos.

Em breve o filme estará nos cinemas brasileiros. No próximo dia 12 de novembro, 20h, acontece a pré-estreia, no Ibirapuera, em São Paulo. Após a exibição do filme, haverá um debate sobre obesidade infantil, com abertura de Amit Goswami e mediação de Cazé Peçanha. Debatem o assunto: Ann Cooper, Frei Betto, Amélio Godoy e Estela Renner.

A produção é da Maria Farinha Produções e do Instituto Alana, entidade de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Entre os especialistas que participam do documentário, uma é a professora Elisabetta Recine, da Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Clique aqui para assistir o trailer do filme.

Informações: www.muitoalemdopeso.com.br  ou contato@mariafarinhafilmes.com.br

Serviço

Pré-estreia do Filme “Muito Além do Peso”

Dia: 12 de novembro

Horário: 20 horas

Local: Auditório Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, São Paulo (SP)

Fonte: Instituto Alana

Taxa sobre ‘fast-food’ ganha apoio de David Cameron

O primeiro-ministro britânico é o mais recente líder europeu a apoiar o novo imposto.

O futuro não parece ser promissor para os europeus que gostam de comer ‘fast-food’.

Um movimento para combater a obesidade através de um aumento da carga fiscal sobre os alimentos menos saudáveis está a ganhar força por toda a Europa, tendo conseguido o apoio recente do primeiro-ministro britânico, David Cameron. Em entrevista televisiva, o líder do governo de Londres expressou o seu apoio à ideia da introdução de um “imposto sobre a gordura”, de modo a impedir que os custos com a Saúde continuem a aumentar, enquanto a esperança de vida diminui.

“Isto é algo que temos que debater. A verdade é que temos um problema com o aumento da obesidade. Eu estou preocupado com os custos que isto vai ter para o Serviço Nacional de Saúde, bem como o facto de que algumas pessoas vão viver menos que os seus pais”, afirmou o chefe do governo britânico. Com efeito, os peritos estimam que os custos do tratamento à obesidade e a perda de produtividade causada pelo excesso de peso estão a custar cerca de 17 mil milhões de euros por ano à economia britânica.

As declarações de Cameron surgem depois de, no passado dia 1, a Dinamarca ter anunciado a introdução deste imposto, que coloca uma carga fiscal adicional em todos os alimentos que contenham mais de 2,3% de produtos polinsaturados, como a manteiga, o leite, o queijo, pizzas e ‘junk food’. Esta taxa, que segue o exemplo dado em Setembro pela Hungria, que também introduziu um imposto sobre a alimentação pouco saudável, está a ser estudado como modelo por parte de muitos países europeus.

FONTE: http://bit.ly/nyx3XM

“Consumers International”: publicidade agressiva tem impacto negativo na saúde das crianças

Em todo o mundo, estima-se que existam 170 milhões de crianças em idade escolar com problemas de obesidade ou com sobrepeso. Outras 43 milhões de crianças em idade pré-escolar já têm excesso de gordura no corpo. Esta realidade é resultado do consumo de comidas de má qualidade ingeridas cotidianamente e que atinge, cada vez mais, meninos e meninas em todos os países.

Para alertar sobre este problema, a Consumers International está divulgando o Manual de Monitoramento da Promoção de Alimentos dirigida às crianças. A publicação, que está disponível na internet, em espanhol, mostra como funciona a indústria milionária que está por trás desses alimentos e bebidas que, com altos teores de gordura, excesso de sal e açúcar, compromete seriamente a saúde das crianças e adultos.

A aliança com veículos publicitários e de comunicação deixa claro o interesse das grandes indústrias. De acordo com o Manual, a projeção para 2014 é que os investimentos para dar publicidade a esses produtos cheguem a quase 97 bilhões de dólares.

O objetivo do Manual é oferecer informações aos governos nacionais e locais e à sociedade civil, em geral, no monitoramento da exposição e poder das promoções de alimentos para as crianças. Trata-se de um problema urgente, onde cada um tem que exercer sua parte.

Não à toa, a publicação é divulgada um pouco antes da realização da Cúpula das Nações Unidas sobre Enfermidades não Transmissíveis, prevista para acontecer entre 19 a 20 de setembro. A ADITAL conversou com Luke Upchurch, chefe de Comunicações e Assuntos Externos de Consumers International. Confira a entrevista.

Adital – A divulgação do guia se dá a poucos dias da Cúpula das Nações Unidas sobre Enfermidades não Transmissíveis. Qual é hoje a abrangência dos prejuízos causados pelo consumo de comidas de má qualidade à saúde, sobretudo, de meninos e meninas?

Luke Upchurch – A publicidade agressiva, dirigida às crianças, de produtos com alto conteúdo de gordura, açúcar ou sal é um fator que está contribuindo para a obesidade infantil, um fator de risco para enfermidades não transmissíveis. Como se tem ouvido de muitas fontes nesse período anterior à Cúpula, as enfermidades não transmissíveis, como as cardiovasculares, distintos tipos de câncer, diabetes e enfermidades respiratórias crônicas, representam aproximadamente 63% das mortes globais, um número verdadeiramente impressionante, não importa quantas vezes seja repetido.

O sobrepeso e a obesidade estão tendo um impacto imediato e negativo na saúde e no bem-estar das crianças, aumentando o risco de enfermidades não transmissíveis na idade adulta. O IOTF (International Obesity Task Force) estima que 170 milhões de crianças em idade escolar têm sobrepeso ou são obesas. Além disso, a OMS estima que 43 milhões de crianças em idade escolar têm excesso de gordura corporal.

Reduzir precocemente a exposição a fatores de risco de ENT na vida é essencial para a saúde futura das crianças em todo o mundo. A taxa de algumas enfermidades não transmissíveis, como diabetes tipo 2, entre as crianças com sobrepeso, já está em aumento em nível mundial.

Adital – Há, certamente, um conflito de interesse por parte das grandes empresas que têm o lucro como objetivo principal. Há projetos de lei que possam colocar a saúde em primeiro plano? Como avalia a participação e ação dos governos diante desse problema?

Luke Upchurch – Pensamos que os governos têm a responsabilidade de proteger a saúde dos consumidores vulneráveis (especialmente crianças), e que tais responsabilidades devem estar na frente do interesse e dos lucros das grandes empresas.

Embora haja exemplos em que os governos tenham promulgado leis para frear a comercialização de alimentos pouco saudáveis para as crianças (por exemplo, Suécia, Reino Unido, Quebec), estas não costumam ser suficientemente amplas. Por exemplo, somente cobrirão determinados canais de propaganda, o que significa que as atividades de propaganda se deslocam muitas vezes para as áreas onde existe menos controle. Ademais, muitas formas novas de comercialização, como as campanhas de internet e de filme tié-ins, cruzam as fronteiras nacionais, evitando assim a legislação nacional.

Esta é a razão por que lançamos este manual em nível mundial – para que possamos rastrear a influência da promoção de comida de má qualidade através das fronteiras e de uma maneira sistemática.

Adital – Qual é o papel que pais e mães devem desenvolver nesse processo do consumo e de produtos de baixa (ou nenhuma) qualidade que têm como alvo seus filhos?

Luke Upchurch – Com certeza, os pais têm a responsabilidade de assegurar que a seus filhos se ofereça uma dieta saudável, mas seus esforços são muitas vezes minados pelas campanhas de marketing sofisticadas e generalizadas de produtos não saudáveis. Por meio de estudos sabemos, por exemplo, que esta publicidade para as crianças influencia nas “birras” que têm por vezes. Além disso, muitos países carecem de regulação acerca do tipo de alimentos que se pode publicizar diretamente às crianças em programas de televisão dirigidos a elas, tais como desenhos animados e os programas televisivos para crianças pela manhã. Os pais teriam que proibir seus filhos de ver televisão! Ainda se fizessem isso, os pais teriam pouco controle sobre a que as crianças estão expostas em outros lugares, como na Internet e inclusive nas escolas. Nosso manual identifica todos estes diferentes canais de comercialização e oferece aos pesquisadores nacionais diretrizes claras que permitam analisar sua influência.

Uma grande quantidade deste tipo de publicidade é enganosa para os pais também e muitas vezes é interpretada como uma indicação de que produtos não saudáveis são bons para seus filhos. De fato, há evidência de que a indústria de alimentos e bebidas está tratando de chegar às crianças por meio de que estas “falem” a seus pais mediante a inclusão das alegações nutricionais e de saúde, frases como “boa fonte de cálcio” ou “bom para o crescimento das crianças”, “dentes e ossos fortes”.

Um exemplo recente inclui um anúncio da Televisão Nutella no Reino Unido (um país com leis de comercialização relativamente rigorosas). No anúncio, se vê pais e crianças tomando café da manhã. A frase abaixo da tela, “Desperta com Nutella”, incentiva as crianças e os pais a pensar que comer Nutella todos os dias no café da manhã é nutritivo e saudável, quando na realidade Nutella tem altos níveis de açúcar (55%) e gorduras saturadas.

Clique aqui para ler o Manual de monitoreo de la promoción de alimentos dirigida a los niños (em espanhol)

FONTE: Rede Nacional primeira Infância

A amamentação previne a obesidade

Atualmente, e principalmente devido aos estudos sobre as origens desenvolvimentistas da saúde e da doença, existem sugestões de que a nutrição em períodos vulneráveis possa alterar a estrutura da cromatina e a expressão gênica, assim como, potencialmente, influenciar a saúde do indivíduo a longo prazo. O rápido ganho de peso no início da infância está associado com a suscetibilidade à obesidade na vida adulta. Estudos sugerem que esse ganho de peso rápido está associado ao consumo de fórmulas infantis e que a ingestão de fórmulas infantis antes dos quatro meses de idade está positivamente relacionada com obesidade na infância.

O aleitamento materno representa uma das experiências nutricionais mais precoces do recém-nascido, dando continuidade à nutrição iniciada na vida intrauterina. A composição do leite materno, em termos de nutrientes, difere qualitativa e quantitativamente das fórmulas infantis, principalmente em relação ao seu conteúdo de calorias, proteínas, vitaminas e minerais.

A composição nutricional das fórmulas infantis tem evoluído consideravelmente nos últimos anos, com a inclusão de nutrientes importantes para o desenvolvimento pós-natal, como taurina e DHA (ácido docosahexaenoico). Mesmo assim, não possuem os compostos bioativos do leite materno, entre eles hormônios e fatores de crescimento que vão atuar sobre o crescimento, a diferenciação e a maturação funcional de órgãos específicos (como o intestino), afetando vários aspectos do desenvolvimento.

A composição única do leite materno está, portanto, implicada no processo de programação metabólica, alterando, por exemplo, o número e/ou tamanho dos adipócitos ou induzindo o fenômeno de diferenciação metabólica. A complexidade da rede neuroendócrina que regula o balanço energético, com seus múltiplos integrantes e o grande número de fatores bioativos presentes no leite humano, sugere uma infinidade de potenciais mecanismos de atuação do leite materno nesse processo.

Dra. Andréia Naves, nutricionista e educadora Física. diplomada pelo The Institute for Functional Medicine (USA) em 2007. Editora Científica da Revista Brasileira de Nutrição Funcional. Docente e Diretora da VP Consultoria Nutricional / Divisão Ensino e Pesquisa. Autora do Livros “Nutrição Clínica Funcional dos Princípios à Prática Clínica” e “Nutrição Clínica Funcional: Obesidade. Colaboradora do livro “Suplementação Funcional Magistral: dos Nutrientes aos Compostos Bioativos”. Vice-presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF). Membro do The Institute for Functional Medicine – USA.

FONTE: http://bit.ly/mWgNL0

Publicidade indireta na TV é a saída para o junk food nos EUA

Empresas que prometeram não exibir anúncios publicitários de alimentos e bebidas que fazem mal à saúde diretamente às crianças podem estar se voltando para a publicidade indireta em programas de televisão ao invés das propagandas tradicionais direcionadas aos jovens, revelou um novo estudo.

Esse tipo de marketing disfarçado, que pode incluir a alta exposição a refrigerantes com altos índices de açúcar no horário nobre da televisão, é um grande fator contribuinte à obesidade infantil, revelou uma pesquisa da Universidade de Yale divulgada nesta terça-feira.

“É uma mensagem muito sutil que crianças provavelmente não irão perceber”, disse Jennifer Harris, co-autora do estudo e diretora de iniciativas de marketing no Centro Rudd para Política Alimentar e Obesidade, da Universidade de Yale.

A pesquisa tinha como objetivo quantificar quantos produtos recebiam publicidade indireta, aparecendo de forma sutil durante os programas exibidos nos horários nobres da TV, e determinando quantos desses eram de fato vistos pelas crianças.

Os pesquisadores analisaram dados de mídia do instituto Nielsen em 2008 e encontrou cerca de 35 mil marcas com publicidade indireta aparecendo no horário nobre durante aquele ano na televisão.

As crianças veem cerca de 14 anúncios publicitários tradicionais para alimentos e bebidas todos os dias na TV, em comparação a um desses anúncios indiretos, indicou a pesquisa.

Mas as crianças não têm a capacidade cognitiva para entender que as marcas de refrigerante, doces ou salgadinhos que aparecem durante os programas de TV também são formas de propaganda.

Apesar de as grandes empresas alimentícias terem prometido não exibir anúncios de alimentos que fazem mal à saúde durante programas infantis, a aparição de marcas nos programas do horário nobre e em programas esportivos vistos por um público mais amplo, inclusive crianças, está expondo esses produtos ao público infantil de qualquer jeito, disse Harris.

Cerca de um terço das crianças nos Estados Unidos está acima do peso ou obesa, afirmou Harris. O consumo de bebidas com alto teor de açúcar gera um risco maior de obesidade, e também contribui para problemas de saúde como diabetes, doenças cardíacas e alta pressão sanguínea, disse.

(Reportagem de Lauren Keiper)

FONTE: http://bit.ly/pRUSBI

Controle de peso é tema de debate da indústria alimentícia

Em pesquisa que abrangeu todo o país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), detectou, em relação às análises anteriores, um grande aumento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade.

De acordo com o Instituto, 30% das crianças entre 5 e 9 anos sofrem com o problema. Já entre os adolescentes de 10 a 19 anos, a estatística cai para 20%. Mulheres adultas, registram um índice de 48%, enquanto os homens com idade superior a 20 anos, 50,1%. Esses dados alertam sobre o agravamento do problema em pessoas de todas as idades, tornando-se cada vez mais importante o cuidado com a alimentação.

Estar acima do peso é muito mais do que uma questão de estética. A obesidade é uma doença que implica em problemas emocionais, como a depressão, e físicos, como diabetes, apnéia, câncer, hepatite, osteoporose e doenças cardiovasculares e cardíacas.

Pensando nessa nova realidade brasileira, as principais tendências em ingredientes naturais, orgânicos e funcionais serão debatidas na segunda edição do Programa de Conferências Hi South America 2011, que acontecerá durante os dias 9 e 10 de agosto, no Novotel Center Norte, em São Paulo.

A HiSA, como também é conhecida, dedicou parte de sua conferência às palestras que tratam sobre a questão do sobrepeso. O evento apresentará todas as novidades em cuidados para o combate a obesidade, seja na prevenção, ou até mesmo no contorno do problema. Um dos destaques será a palestra da multi-nacional Danisco, através do Sr. Peter Wisler, diretor de desenvolvimento de novos negócios da empresa, com o tema “Fitoesteróis sustentáveis derivados do pinho e seus benefícios para a saúde cardiovascular”.

Os fitoesteróis, quando consumidos regularmente, são capazes de reduzir os níveis de colesterol no sangue, sem efeitos colaterais, diminuindo o LDL da circulação sanguínea, problema muito comum em pessoas com excesso de peso.

Ainda falando sobre como evitar ou minimizar os malefícios da obesidade no corpo humano, a DMS Nutricional apresentará a palestra “Um novo ingrediente funcional e natural do tomate para seu coração”, abordando os benefícios da fruta para o corpo humano.

Na mesma linha, a Basf, da Alemanha, representada por seu gerente técnico Juergen Gierke, traz o tema “Uma forma saudável para seu coração”, que aborda a forma ideal de manter o coração saudável através da ingestão dos alimentos corretos.

O excesso de consumo de açúcar, que tanto preocupa cientistas e médicos em todo o mundo, é outro tema de grande apelo popular a ser abordado no evento, durante a palestra “Redução de Açúcar: Desafios para a indústria, benefícios para o consumidor”, ministrada por Tiago Pusas, diretor de vendas e inovação da Mastersense.

Outra atração é a conferência “Nutrindo a Beleza de dentro para fora”, que aborda a eficácia e a importância dos nutracêuticos, e contará com a presença da Dra. Deshaine Rai, renomada cientista americana. Diferente da ação de um simples creme ou loção que tem ação cutânea, os nutracêuticos são ingeridos. Eles são compostos nutrientes que podem ser alimento, como a soja, por exemplo,

Uma dieta bem balanceada é o primeiro passo para pele e cabelo bonitos e, principalmente, para garantir o bom funcionamento do organismo e evitar a aparição de diversas doenças.

FONTE: Jornal do Brasil

Obesidade na Infância e Adolescência

No dia 3 de setembro acontece em São Paulo o 4º Simpósio de Obesidade na Infância e Adolescência doHospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), o evento é organizado pelos Médicos Dr. Marcio Mancini e Dr. Alfredo Halpern, que fazem parte da Liga de Obesidade Infantil da Faculdade de Medicina da USP.

Dentro do evento acontecerá o IX Curso de Introdução a Liga de Obesidade Infantil do HC-FMUSP do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia do HC-FMUSP. O curso é aberto a médicos, nutricionistas, acadêmicos de Medicina e Nutrição da USP e outras Faculdades e a profissionais e acadêmicos de outras áreas de prevenção e tratamento da obesidade na infância e na adolescência.

As inscrições podem ser feitas preenchendo a ficha no site oficial do evento. Será gerado um boleto que deve ser pago em até quatro dias, após esse prazo a inscrição será automaticamente cancelada. A inscrição também pode ser feita pessoalmente no Departamento Científico da Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Dr. Arnaldo, 455, Subsolo. Lembrando que a participação no evento contam 3 pontos para renovação do Título de Especialista nas áreas de Endocrinologia, Pediatria, Cardiologia, Endocrinologia Pediátrica e 2 pontos nas áreas de Psiquiatria da Infância e Adolescência

Os valores de inscrição até o dia 31 de julho são: R$ 35,00 para acadêmicos da USP; R$ 45,00 para acadêmicos de outras faculdades e R$ 70,00 para profissionais. Depois dessa data até o dia 24 de agosto os valores variam para R$ 45,00 para acadêmicos da USP; R$ 55.00 para acadêmicos de outras faculdades e R$ 90,00 para profissionais. No dia do evento valores mudam para R$ 55,00 para acadêmicos da USP; R$ 75,00 para acadêmicos de outras faculdades e R$ 120,00 para profissionais.

Confira abaixo a programação completa:

•    8h – 9h – Inscrições

•    9h – 09h10 – Introdução – Dr. Marcio C. Mancini

Mesa 1: Fisiopatologia e Diagnóstico

•    9h10 – 9h30 – Fisiopatologia da obesidade – Prof. Dr. Alfredo Halpern
•    9h30 – 9h50 – A Influência da Genética – Dra. Maria Edna de Melo
•    9h50 – 10h10 – Obesidade na Infância e Adolescência: é importante diagnosticar! – Dra. Clarissa Fujiwara
•    10h10 – 10h30 – Discussão

•    10h30 – 11h – Coffee break

Mesa 2: Comorbidezes da Obesidade na Infância e Adolescência

•    11h – 11h20 – A Puberdade da Criança Obesa – Dra. Ana Claudia Latronico
•    11h20 – 11h40 – Dislipidemia Assoc. à Obesidade na Infância: Fisiopatologia, Diagnóstico, Tratamento – Dra. Ana Paula Chacra
•    11h40 – 12h – Impacto do Desenvolvimento Precoce de Diabetes e Hipertensão em Adolescentes – Dra. Heidi Lui Reinhardt
•    12h – 12h20 – Discussão

•    12h20 – 14h – Intervalo para Almoço

Mesa 3: Multidisciplinaridade do Diagnóstico e Tratamento da Obesidade na Infância e Adolescência

•    14h – 14h20 – Transtornos Psiquiátricos na Criança Obesa – Dra. Débora K. Kussunoki
•    14h20 – 14h40 – Bullying e a Criança Obesa – Psic. Maria Lucia Livramento
•    14h40 – 15h – Coffee break

Mesa 4: Multidisciplinaridade do Tratamento da Obesidade na Infância e Adolescência

•    15h – 15h20 – Como aumentar a aderência da criança à dieta – Nutr. Thais Arthur
•    15h20 – 15h40 – Tratamento medicamentoso na criança e adolescente – Dr. Marcio C. Mancini
•    15h40 – 16h – Discussão

•    16h – Encerramento – Dr. Marcio C. Mancini

Informações 
4º Simpósio de Obesidade na Infância e Adolescência

Data: 3 de setembro de 2011
Local: Grande Auditório do Centro de Convenções Rebouças – Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23 – São Paulo  (próximo a estação de metrô Clínicas)
Telefone: (11) 3061-7410 | (11) 3266-2655
Email: secretaria@creatrixeventos.com.br 

Conar minimiza problema da obesidade infantil

Se você não viu o comportamento lamentável de um conselheiro do Conar com uma denúncia feita pelo Projeto Criança e Consumo, veja aqui. Se acompanhou pelo nosso blog e pelo noticiário, mais uma escorregada – pra não diz capote –  daquele que deveria zelar pela ética na publicidade: segundo o parecer, votado por unanimidade nas Primeira e Sétima Câmaras do Conselho de Ética do Conar e que engavetou denúncia contra campanha do McLanche Feliz, o problema da obesidade infantil não deve ser tratado como uma prioridade no Brasil. Segundo eles, tem questões mais urgentes para resolver.

Vamos aos fatos… Primeiramente, é de se pensar que o Conselho de Ética não anda se informando sobre o país. Em 2010, o tema da obesidade infantil foi manchete em diversos jornais por conta da publicação de dados do IBGE. A primeira pesquisa foi divulgada em julho e mostrava um aumento assustador de crianças de 5 a 9 anos com sobrepeso e obesidade: em 2008, uma em cada três crianças dessa idade apresentavam o problema.

Em dezembro, mais uma pesquisa do IBGE. Desta vez, mostrando que a refeição média do brasileiro tinha mudado bastante, de arroz, carne, feijão e salada para o consumo mais frequente de alimentos processados e com alto teor de açúcar, gorduras e sal . O impacto disso: Crescimento significativo de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer.

O Conar ainda ignora o dado do Ministério da Saúde de que 30% das crianças brasileiras estão com sobrepeso e 15%  já estão obesas. Isso significa mais de 4 milhões de meninas e meninos obesos no país. O Conar acha que o número é irrelevante e assina embaixo de um parecer que refuta por completo a influência da publicidade nessa questão.

Não queremos que todos tenham a mesma opinião sobre que caminho tomar em busca de uma solução para o problema da obesidade infantil. Mas é no mínimo irresponsável desconsiderar a influência dos apelos mercadológicos nessa questão.

É ainda mais grave o Conar se furtar de seu dever de fiscalizador da ética na publicidade e simplesmente ignorar o acordo de autorregulamentação firmado por empresas do setor alimentício com a ABIA e com a ABA. O relatório que arquiva a denúncia do Criança e Consumo contra o McDonald’s limita-se a dizer: “Tal documento não foi considerado pertinente pelo relator uma vez que o Conar dele não é signatário e, dessa forma, entende-se que a questão, neste foro, deve ser regida pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária”.

É isso mesmo: O Conar não reconhece o acordo firmado pela ABIA e pela ABA com 24 grandes empresas de alimentos. Estranho, vindo de um organismo que se pretende defensor da ética e da autorregulamentação no setor publicitário.

Vamos, então à realidade:

• Segundo o professor Doutor em Pediatria e Saúde Pública do Departamento de Saúde Materno Infantil da universidade Federal do Ceará, Almir de Castro Filho, apenas 25,2% das crianças entre 2 e 5 anos e 38,3% das crianças entre consomem frutas, legumes e verduras em sua dieta alimentar. Tal índice é alarmante, principalmente se for levado em conta que, na segunda faixa etária, 26,6% alegaram consumir balas, biscoitos recheados e outros doces de cinco a sete vezes por semana.

• De acordo com pesquisa divulgada no International Journal of Obesity em 2009, crianças que veem comerciais de alimentos e bebidas com carência de nutrientes e alto teor calórico escolhiam e comiam mais destes alimentos do que crianças que não foram expostas a essas mensagens.

• A mesma pesquisa publicada no International Journal of Obesity em 2009 também chegou à conclusão de que a limitação de anúncios publicitários dirigidos a crianças causaria redução de índices de massa corporal em torno de 400.000 em 2,4 milhões de crianças, o que teria como média uma redução de 0,17 por criança. Os gastos em saúde evitados com tal redução de anúncios publicitários atingiria nos Estados Unidos o valor de U$ 1.30.000,00.

• Pode-se citar, também, estudo realizado pela Universidade de Oxford em 2009, que afirma: a questão a ser estudada não é se a comunicação mercadológica leva a obesidade e sobrepeso infantis, e sim o quanto. De acordo com tal pesquisa, se a publicidade de alimentos veiculada na TV fosse reduzida de 80 minutos por semana a zero, crianças norte-americanas pesariam 2,1% menos do que a média atual. A obesidade seria reduzida de 17,8% para 15,2% entre meninos e de 15,9% para 13,5% para meninas.

FONTE: http://bit.ly/n7Oq0f

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