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Especialistas sugerem imposto sobre comida pouco saudável

Médicos britânicos alertam que, em 2030, metade da população será obesa e só uma acção firme do Governo pode impedir este drama

Em 2030, metade dos adultos britânicos serão obesos, se nada for feito para contrariar a tendência. Os médicos lançam o alerta e advertem que está nas mãos do Governo impedir tal drama.

Os especialistas prevêem que, se a tendência se mantiver, dos actuais 11 milhões de obesos britânicos, passaremos para 26 milhões, adianta a SkyNews, citando a revista médica «The Lancet». Por isso, os médicos sugerem que se aplique um imposto adicional de 10 por cento sobre os alimentos pouco saudáveis.

Klim McPherson, epidemiologista da Universidade de Oxford, citado pela Sky, toma como exemplo o caso do agravamento fiscal sobre o tabaco, que acabou por reduzir o consumo no país. «Um imposto não seria impopular se as pessoas soubessem quais são as questões», disse o especialista.

«As pessoas sabem a obesidade é um problema real. As pessoas não sabem, como indivíduos, o que fazer sobre isso. Mas os Governos sabem o que fazer sobre isso», acrescenta.

Além deste imposto adicional, os especialistas também sugerem restrições à publicidade de fast food e medidas para impedir que as crianças passem horas frente ao televisor ou ao computador. Medidas como estas, dizem, podem ser muito mais eficientes do que operações contra a obesidade ou mesmo medicamentos para fazer emagrecer.

FONTE: http://bit.ly/ntxzTh

Publicidade indireta na TV é a saída para o junk food nos EUA

Empresas que prometeram não exibir anúncios publicitários de alimentos e bebidas que fazem mal à saúde diretamente às crianças podem estar se voltando para a publicidade indireta em programas de televisão ao invés das propagandas tradicionais direcionadas aos jovens, revelou um novo estudo.

Esse tipo de marketing disfarçado, que pode incluir a alta exposição a refrigerantes com altos índices de açúcar no horário nobre da televisão, é um grande fator contribuinte à obesidade infantil, revelou uma pesquisa da Universidade de Yale divulgada nesta terça-feira.

“É uma mensagem muito sutil que crianças provavelmente não irão perceber”, disse Jennifer Harris, co-autora do estudo e diretora de iniciativas de marketing no Centro Rudd para Política Alimentar e Obesidade, da Universidade de Yale.

A pesquisa tinha como objetivo quantificar quantos produtos recebiam publicidade indireta, aparecendo de forma sutil durante os programas exibidos nos horários nobres da TV, e determinando quantos desses eram de fato vistos pelas crianças.

Os pesquisadores analisaram dados de mídia do instituto Nielsen em 2008 e encontrou cerca de 35 mil marcas com publicidade indireta aparecendo no horário nobre durante aquele ano na televisão.

As crianças veem cerca de 14 anúncios publicitários tradicionais para alimentos e bebidas todos os dias na TV, em comparação a um desses anúncios indiretos, indicou a pesquisa.

Mas as crianças não têm a capacidade cognitiva para entender que as marcas de refrigerante, doces ou salgadinhos que aparecem durante os programas de TV também são formas de propaganda.

Apesar de as grandes empresas alimentícias terem prometido não exibir anúncios de alimentos que fazem mal à saúde durante programas infantis, a aparição de marcas nos programas do horário nobre e em programas esportivos vistos por um público mais amplo, inclusive crianças, está expondo esses produtos ao público infantil de qualquer jeito, disse Harris.

Cerca de um terço das crianças nos Estados Unidos está acima do peso ou obesa, afirmou Harris. O consumo de bebidas com alto teor de açúcar gera um risco maior de obesidade, e também contribui para problemas de saúde como diabetes, doenças cardíacas e alta pressão sanguínea, disse.

(Reportagem de Lauren Keiper)

FONTE: http://bit.ly/pRUSBI

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