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Propaganda tem influência negativa na alimentação das crianças

A alimentação da população brasileira vem se alterando nas últimas décadas, e um dos fatores que contribui para essa mudança é a publicidade. Devido a essa alteração, o artigo “Regulamentação da propaganda de alimentos infantis como estratégia para a promoção da saúde” analisou o conteúdo das propagandas alimentícias veiculadas na televisão.

O estudo foi realizado por Patrícia Henriques, Enilce Oliveira Sally, Luciene Burlandy e Renata Mondino Beiler, pesquisadoras da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense. O estudo foi publicado na edição de fevereiro da revista Ciência & Saúde Coletiva.

Segunda as autoras, a mudança alimentar que vem ocorrendo nos últimos tempos é consequência, principalmente, das transformações no cotidiano e no trabalho que marcam a contemporaneidade. Fatores como urbanização, compressão do tempo-espaço, industrialização crescente, multifunções da mulher na atualidade, marketing e outros contribuem para o aumento do consumo de alimentos industrializados, realização de refeições fora do domicílio e para a busca da praticidade e economia de tempo, afirmam.

Então, “se por um lado as práticas alimentares se adéquam ao ritmo acelerado do cotidiano, por outro a indústria de alimentos capitaliza esta problemática oferecendo ‘soluções’ para reduzir o tempo de preparo através dos alimentos pré-cozidos, congelados, enlatados etc”, informam as nutricionistas no artigo.

As autoras lembram que as crianças estão cada vez mais expostas aos alimentos industrializados devido ao “aumento da jornada de trabalho dos pais ou pela falta de opções saudáveis na escola ou ainda pelo bombardeio de propagandas de produtos alimentícios que influenciam de forma negativa nas suas escolhas alimentares”. Para as especialistas, a televisão apresenta a publicidade mais significativa e as crianças interagem com ela, como se fosse seu semelhante – assim, elas podem adquirir uma concepção inadequada do que seja um alimento saudável. Além disso, estudos comprovam que crianças brasileiras gastam mais tempo em frente à televisão do que praticando atividades físicas, alertam as nutricionistas.

De acordo com a pesquisa, a propaganda de alimentos é o foco de discussão entre especialistas da área de saúde, pois há fortes evidências de que a mídia televisiva influencia nas preferências alimentares da sociedade. Neste contexto, as nutricionistas informam que a regulamentação da propaganda de certos produtos que podem fazer mal a saúde, se consumidos em excesso, pode encorajar a população a melhorar as suas escolhas alimentares e a controlar o comportamento inadequado à saúde. Desta forma, “o governo brasileiro formulou uma proposta de Regulamento Técnico que normatiza os termos das atividades publicitárias destinadas ao público infantil ratificada pela Resolução nº 408/2008 do Conselho Nacional de Saúde”, acrescentam.

As autoras avaliaram as propagandas de alimentos para crianças em duas grandes emissoras de televisão durante o período de férias escolares e utilizaram o Regulamento Técnico como critério de análise. Todas as propagandas avaliadas infringiam pelo menos três artigos do regulamento. Segundo as nutricionistas, “é nítida a urgência do setor público de regular o conteúdo das propagandas de alimentos infantis, cujo consumo pode ser prejudicial à saúde devido à influência que exercem na decisão pela compra, tanto por parte das próprias crianças, quanto dos pais”.

As pesquisadoras concluem que a sociedade em geral, os educadores e os profissionais de saúde devem insistir em uma propaganda ética e na promoção de uma alimentação saudável através da mídia televisiva. Para as autoras, a responsabilidade compartilhada entre sociedade, setor produtivo e público é um desafio, porém é o caminho para promover a saúde e prevenir doenças. “As intervenções governamentais que visem proteger a criança de riscos não podem ser entendidas como restrição à liberdade de expressão, mas como instrumentos para a garantia do direito a uma alimentação adequada e saudável”, consideram as nutricionistas.

Fonte: Agência Brasil, via CONSEA

O café da manhã

Neide Rigo

Às vezes me pergunto como a indústria alimentícia conseguiu convencer toda uma geração de mães e filhos de que comer sucrilhos pela manhã é mais saudável que um copo de leite e um pão com manteiga. Ou uma tapioca, um pedaço de mandioca cozida, uma banana-da-terra assada, um pedaço de bolo de fubá.  E que dá nome a isto de “cereais matinais”.  Nos filmes americanos do século passado já me causava espanto aquela imagem recorrente da mãe atarefada com os filhos escolares abrindo o armário, pegando uma caixa e despejando numa bacia aquela coisa seca e barulhenta como um tanto de ração. Um tanto de leite gelado direto da caixa e estava ali a primeira refeição do dia.  Daquilo para uma coisa chamada ração humana seria um passo. Não deu outra – hoje temos a ração com este nome.

Mas, voltando aos sucrilhos que nada mais são que disfarces de ração, basta dar uma olhada no rótulo para constatar algumas coisas: é formado basicamente de milho e açúcar (cada porção de 30 g tem 12 g de açúcar e 18 g de milho), tem zero de fibras em cada porção, tem tão poucos nutrientes que vitaminas e minerais precisam ser adicionados (é como comprar a comida com atestado de pobreza – você leva aquele produto sem nada e junto vai um tanto de comprimidos de suplementos que servem para dar uma pseudo qualidade à coisa). E o tamanho da porção? Cabe numa mão. Será que alguém come só aquilo?  Bem, se comer mais, azar, pois vai comer o dobro de açúcar, de calorias, de suplementos. Se naquela porção você consegue satisfazer cerca de 25% das suas necessidades em vitaminas, das duas uma: ou você vai se entupir de vitaminas e enfrentar seus efeitos cumulativos tóxicos,  já que no mercado hoje há mais produtos vitaminados do que você possa imaginar, ou você está pagando por um suplemento que não quis comprar mas teve que engolir e que vai todo para o ralo. Como nosso organismo foi moldado ao longo da evolução para assimilar e processar nutrientes complexados nos alimentos, as duas coisas deve acontecer dependendo do aditivo.

Uma porção é isto
Do conhecido, seria mais ou menos isto

Mas nós sabemos que o marketing da indústria alimentícia tem mais poder e dinheiro que aquele gasto pelo Estado com  educação nutricional.  E não é só nesta área. Não fosse a propaganda, patrocinadores não teriam convencido tanta gente do bem (e grande parte da mídia, gente importante e formadora de opinião)  a achar bonito e estimulante ver alguém socando o outro encharcado de sangue ao vivo e nas telas da TV, assim como os bestiais espetáculos de maus tratos de animais nos rodeios. Tudo isto aplaudido em verdadeiras arenas medievais. Com bom marketing tudo se consegue. Mas eu só ia falar do café da manhã…

Então, voltando ao Sucrilho, o que tenho aqui em mãos (comprei para um trabalho que vou apresentar) é de chocolate e ainda assim precisa de sal, aromas artificiais de caramelo e baunilha, corante vermelho allura e azul brilhante etc. E é doce, tão doce…

Outro dia uma amiga me contou que o pai procurou ajuda profissional para emagrecer e desistiu. A dieta receitada era simplesmente impraticável – não só por este modelo de consumo, mas também pelo falta de apelo sensorial. Pelo café da manhã e lanche,  você conclui o resto do dia: 250 ml de leite desnatado Molico Cálcio em pó ou 300 ml de leite de soja light Suprasoy/  2 fatias de pão integral light (torradas) ou 3 torradas Bauduco integral light ou 4 torradas Magic Toast Marilan light ou integral/  Queijo cottage/ cobertura de requeijão ou cream cheese light ou Polenguinho com cálcio e fibras light.  No lanche da tarde: 2 fatias de pão integral light + queijo minas/ 1 fruta + iogurte Activia Zero, 1 fruta picada + 1 colher de cereal/ Vitamina – 1 iogurte Activia zero com probióticos/ 100 ml de leite desnatado. Apeteceu?

Por que será que é tão difícil seguirmos pelo caminho do bom senso, do gostoso, confortável e moderado?  O meu café da manhã é sempre muito frugal: café coado com pouco açúcar (quase sempre o único açúcar que consumo no dia), kefir feito com leite integral batido com alguma fruta, 2 fatias de pão feito por mim (com manteiga ou pasta de amendoim ou geleia – tudo em pequena quantidade) e, quando tem – quase nunca, um pedaço de queijo. No dia-a-dia é isto. De fim de semana pode ter, mas nem sempre tem,  um suco, umas bananas cozidas, umas frutas picadas, panquecas, mingau, cuscuz. Nada de diet, light, zero. E aquelas taxas todas, estão, sim, todas dentro do limite, obrigada. O caminho é a moderação. Mas e o seu café da manhã, como é? Clique e conte.

A garantia constitucional do direito à saúde e o mercado de consumo

Rizzatto Nunes

A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o acúmulo excessivo de gordura no corpo que pode acarretar problemas graves de saúde como doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes. Segundo a OMS, a obesidade é considerada a mais importante desordem nutricional e é uma epidemia mundial. A incidência da doença é alta, tanto em países desenvolvidos, quanto nos emergentes e subdesenvolvidos. Nenhuma faixa etária está livre do problema. E, pior, nos últimos anos tem aumentando a incidência da doença nas primeiras faixas etárias, em crianças e adolescentes.

Conforme explica a médica nutróloga Jussara Fialho Ferreira, há alguns anos se dizia que a obesidade decorria da gula, da falta de força de vontade, de uma fraqueza de caráter ou, ainda, de algum distúrbio psicológico. Atualmente, a ciência reconhece que a obesidade tem múltiplas causas fisiológicas e psicológicas.

Diz ela: “Sabe-se que existem pessoas que possuem genes predispostos ou não à prática de esportes ou que tem predisposição para comer muitos doces, por exemplo. Mas não é só isso que determina se uma pessoa será ou não obesa. Outro agravante é a hereditariedade. Se um dos pais for obeso, a chance de desenvolver o distúrbio é de 50%. Agora, se ambos forem obesos, a chance é de 80%”.

Além desses fatores genéticos, existe o fator ambiental. Este é caracterizado pelo desequilíbrio entre a ingestão de alimentos com alta densidade calórica e a queima insuficiente destas calorias. A psicóloga Angela Tamashiro diz: “As pessoas não são obesas porque querem ou desejam. Várias são as causas que geram a obesidade. Em 90% dos casos, a causa da obesidade está na utilização descontrolada da gordura…”

Estela Renner, que já produziu o excelente documentário intitulado “Criança, a alma do negócio”, está agora produzindo um novo filme voltado ao problema da obesidade infantil. O foco é exatamente esse da questão ambiental: obesidade causada pela ingestão imoderada de produtos calóricos, repletos de açúcares e conservantes e outros ingredientes que fazem mal à saúde. Um dos principais aspectos abordados é o da ausência de informação ou má informação a respeito dos produtos ditos alimentícios que são fabricados e vendidos em todos os cantos do país e também a maneira como os mesmos são oferecidos pela publicidade massiva.

A partir da edição do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em 11-03-1991, os fabricantes foram obrigados a fornecer informações sobre o conteúdo de seus produtos alimentícios, mas, passados mais de 20 anos da vigência da lei, o que se percebe – como já aqui me referi mais de uma vez – é que a grande indústria descobriu meios de distribuir seus produtos não saudáveis por intermédio das conhecidas fórmulas de sedução veiculadas pela publicidade e, também, algumas vezes fornecendo informações insuficientes ou não claras. O documentário mostrará isso.

Ligado ao assunto exposto nos filmes, foi realizado um seminário nos dias 24 e 26 de agosto p.p., no qual tive oportunidade de participar, promovido pela Escola Paulista da Magistratura em conjunto com a Apamagis, o Instituto Alana, o Procon de São Paulo e o Idec. Nele, várias questões a respeito da publicidade voltada ao público infantil foram abordadas, sendo que as relacionadas ao problema da nutrição quero dividir com vocês no presente artigo para uma reflexão.

Ficou claro para quem assistiu ao evento que, na sociedade capitalista contemporânea, cada vez mais há uma necessidade de esclarecimento e divulgação dos direitos dos consumidores em geral porque, apesar do CDC ser uma lei que, como se diz, pegou, a desproporção entre o que falam os fornecedores e o que podem os consumidores é monstruosa. E não só o que falam, mas o que apresentam, o que prometem, as imagens maravilhosas que mostram e todos os modos que eles têm de buscar seduzir. São milhões, ou melhor e literalmente, bilhões de reais gastos em publicidade todo ano para cooptar os consumidores. Estes têm muito pouco a seu lado para lutar por seus direitos, combater os maus fornecedores, denunciar o mau atendimento, buscar ressarcimento por suas perdas etc, apesar do excelente trabalho desenvolvido pelos Procons e algumas associações de defesa dos consumidores como o Idec, a Alana, a Proteste e a atuação do Ministério Público especializado.

E, se os consumidores adultos têm essa dificuldade, certamente ela aumenta quando se trata de crianças e adolescentes.

Quando se fala em informação e publicidade, sempre surge a questão ligada à liberdade de expressão. Não repetirei aqui algo que já disse antes em relação a este tema; lembro apenas que o sistema legal brasileiro permite o controle e até a proibição da publicidade em algumas situações específicas. Aliás, no momento do debate num dos dois dias de seminário, foi levantada uma questão a respeito de um certo receio da existência de intervenção “demais” do Estado, através de leis que regulassem o campo da informação e da publicidade.

Lembrei que uma das virtudes da sociedade capitalista contemporânea é o desenvolvimento da ciência. E, evidentemente, a sociedade tem de se aproveitar das verdades científicas – quando elas são incontestáveis – em seu benefício. Eis o exemplo que elucida a questão: em grande parte do século XX fumar era sinal de bom gosto e distinção. Nos filmes de Hollywood dos anos 40, 50, 60 e até 70, os personagens quase sempre estavam portando um cigarro, especialmente em situações sociais. Cigarro e glamour andavam juntos. E, não só em Hollywood, mas também no cinema europeu etc. Fumar era algo natural de se fazer.

Muito bem. Na medida em que a ciência avançou, foram-se descobrindo os malefícios do tabaco e começou-se a catalogar as diversas doenças causadas por seu consumo, assim como um número enorme de mortes. O Estado, por sua vez, passou a fazer a contabilidade dos prejuízos ocasionados com as doença e as mortes. Conclusão: muitos países passaram a proibir a publicidade de produtos fumígenos, os impostos sobre esses produtos foram aumentados, passou-se a proibir seu uso em locais fechados e públicos etc, tudo visando fazer cair seu consumo. E, apesar da grita de alguns fumantes e, claro, dos fabricantes, as limitações e proibições vingaram muito bem.

Ora, a obesidade é uma doença e focada na questão ambiental, a ciência já começa a mostrar que ela está ligada em boa parte ao consumo de produtos de baixa qualidade nutritiva e alta concentração de açúcares, sais, gorduras, conservantes etc. Assim, com o apoio da ciência, vê-se que pode o Estado atuar no mercado para exigir, por exemplo, que os produtos alimentícios estampem informações mais precisas e mais claras. As embalagens poderiam também dizer dos malefícios que podem ocorrer pela ingestão excessiva. A publicidade poderia ser restringida. Nas escolas de ensino fundamental e médio, poder-se-ia proibir que as cantinas vendessem porcarias, como ocorre atualmente. Enfim, está na hora de a obesidade ligada à alimentação ser tratada com o cuidado que exige.

Quanto à publicidade, a existente atualmente é escandalosamente bem produzida para encantar pais e filhos levando-os a mundos maravilhosos e oferecendo porcarias e bugigangas. Assistam: as propagandas são belíssimas, com produção de dar inveja a filmes hollywoodianos, mas nunca dizem a quantidade de gorduras, açúcares sais etc. E, tomando o barco da moda da defesa do meio ambiente, muitas propagandas se utilizam da ideia, apresentando crianças que defendem o meio ambiente, mas que ingerem muita alimentação não saudável (Evidentemente, todos são a favor da defesa do meio ambiente; por isso os produtores passaram a adotar esse “slogan” cativante para oferecer seus produtos criando essa nova modalidade de ocultação e fingimento).

Evidentemente, não se deve esquecer a atuação do consumidor, que pode dizer não às ofertas, assim como pode mudar seus hábitos alimentares. Cabe também aos pais regularem o modo de alimentação de seus filhos, crianças e adolescentes. O problema, como apontei, é a desproporção entre, de um lado, a oferta e, de outro, a capacidade de crítica e obtenção de informações precisas pelos consumidores. Estes estão acuados, lutando pela vida no dia-a-dia do trabalho ou procurando empregos, estudando, cuidando dos filhos etc: sobra muito pouco tempo para refletirem sobre seus hábitos de consumo. Por isso, muitas vezes o consumidor acorda tarde demais.

Uma ajuda viria a calhar. É por essas e outras que os consumeristas entendem que o Estado pode dar uma mãozinha. Sempre lembrando, digo eu, que nós já temos uma excelente lei de proteção ao consumidor (o CDC), que garante direitos e regula obrigações, funcionando como uma boa alternativa para a defesa dos interesses e direitos de forma individual e coletiva.

Mas há uma verdade científica insofismável: a obesidade é uma doença e deve ser tratada como tal. Parte dessa doença está ligada aos produtos colocados em circulação. Chegará a hora em que as autoridades públicas farão as contas e perceberão o gasto excessivo que estão tendo por causa de mais essa doença; quem sabe, então, intervenham a favor do consumidor.

De todo modo, é preciso que a informação dos produtos que os consumidores adultos e especialmente as crianças e adolescentes possam ingerir seja clara e ostensivamente oferecida e apresentada.

Para terminar lembro a frase atribuída a Otto Von Bismark que diz: “Se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas, não dormiria tranquilo”. Penso que nesta sociedade em que vivemos, dominada pelo mercado, seria importante atualizar esse pensamento: “Se as pessoas soubessem como são feitas as salsichas e demais embalados e enlatados, os biscoitos, os sucos artificiais, os refrigerantes e várias bebidas de caixinhas etc, não as comprariam”.

FONTE: http://bit.ly/o2Gu1B

Controle de peso é tema de debate da indústria alimentícia

Em pesquisa que abrangeu todo o país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), detectou, em relação às análises anteriores, um grande aumento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade.

De acordo com o Instituto, 30% das crianças entre 5 e 9 anos sofrem com o problema. Já entre os adolescentes de 10 a 19 anos, a estatística cai para 20%. Mulheres adultas, registram um índice de 48%, enquanto os homens com idade superior a 20 anos, 50,1%. Esses dados alertam sobre o agravamento do problema em pessoas de todas as idades, tornando-se cada vez mais importante o cuidado com a alimentação.

Estar acima do peso é muito mais do que uma questão de estética. A obesidade é uma doença que implica em problemas emocionais, como a depressão, e físicos, como diabetes, apnéia, câncer, hepatite, osteoporose e doenças cardiovasculares e cardíacas.

Pensando nessa nova realidade brasileira, as principais tendências em ingredientes naturais, orgânicos e funcionais serão debatidas na segunda edição do Programa de Conferências Hi South America 2011, que acontecerá durante os dias 9 e 10 de agosto, no Novotel Center Norte, em São Paulo.

A HiSA, como também é conhecida, dedicou parte de sua conferência às palestras que tratam sobre a questão do sobrepeso. O evento apresentará todas as novidades em cuidados para o combate a obesidade, seja na prevenção, ou até mesmo no contorno do problema. Um dos destaques será a palestra da multi-nacional Danisco, através do Sr. Peter Wisler, diretor de desenvolvimento de novos negócios da empresa, com o tema “Fitoesteróis sustentáveis derivados do pinho e seus benefícios para a saúde cardiovascular”.

Os fitoesteróis, quando consumidos regularmente, são capazes de reduzir os níveis de colesterol no sangue, sem efeitos colaterais, diminuindo o LDL da circulação sanguínea, problema muito comum em pessoas com excesso de peso.

Ainda falando sobre como evitar ou minimizar os malefícios da obesidade no corpo humano, a DMS Nutricional apresentará a palestra “Um novo ingrediente funcional e natural do tomate para seu coração”, abordando os benefícios da fruta para o corpo humano.

Na mesma linha, a Basf, da Alemanha, representada por seu gerente técnico Juergen Gierke, traz o tema “Uma forma saudável para seu coração”, que aborda a forma ideal de manter o coração saudável através da ingestão dos alimentos corretos.

O excesso de consumo de açúcar, que tanto preocupa cientistas e médicos em todo o mundo, é outro tema de grande apelo popular a ser abordado no evento, durante a palestra “Redução de Açúcar: Desafios para a indústria, benefícios para o consumidor”, ministrada por Tiago Pusas, diretor de vendas e inovação da Mastersense.

Outra atração é a conferência “Nutrindo a Beleza de dentro para fora”, que aborda a eficácia e a importância dos nutracêuticos, e contará com a presença da Dra. Deshaine Rai, renomada cientista americana. Diferente da ação de um simples creme ou loção que tem ação cutânea, os nutracêuticos são ingeridos. Eles são compostos nutrientes que podem ser alimento, como a soja, por exemplo,

Uma dieta bem balanceada é o primeiro passo para pele e cabelo bonitos e, principalmente, para garantir o bom funcionamento do organismo e evitar a aparição de diversas doenças.

FONTE: Jornal do Brasil

España: La Ley de seguridad alimentaria y nutrición ve finalmente la luz tras su publicación en el BOE

La Ley de Seguridad Alimentaria y Nutrición está estructurada en 11 capítulos. El primero de ellos es el preliminar y en él se establece el propósito de la ley que es establecer un marco legal básico aplicable a todas las actividades que redundan en la seguridad alimentaria y conseguir unos hábitos nutricionales saludables.

En el primero de los capítulos quedan establecidas diversas generalidades entorno a los requisitos que deben reunir los alimentos y piensos para que puedan considerarse seguros a la hora de ser comercializados. Más adelante quedan explicadas las grandes líneas que forman las actividades de control de la Administración en materia de importaciones y exportaciones de este tipo de productos.

En el tercer capítulo se fijan las competencias de cada una de las administraciones públicas que tienen competencias en materia de seguridad alimentaria. Además establece la necesidad de poner en marcha planes oficiales de control según el riesgo a vigilar o controlar. Regula las auditorías e impone las medidas a adoptar en el caso de detectar un posible riesgo alimentario.

En el siguiente capítulo se establecen las bases para la comunicación de riesgos a la población, teniendo en cuenta los principios que aseguren la objetividad. Cualquiera de las actuaciones deberá estar regida por el conocimiento científico, al igual que marca desde hace tiempo la legislación europea.

A partir del séptimo capítulo comienzan a tratarse los temas de nutrición. Lo primero que hace la ley es darle mayor relevancia a la Estrategia NAOS, estableciendo mecanismos de coordinación entre las distintas administraciones (central y autonómicas) para mantener cierta coherencia. Se añaden además algunas disposiciones específicas dirigidas a menores.

En este capítulo se establece también la obligatoriedad de que las industrias alimentarias permitan a las administraciones el registro para comprobar el contenido de ácidos grasos trans en los productos que elaboran con el fin de conocer más claramente la utilización que se hace de ellos y establecer en el futuro unos límites máximos dentro de los alimentos.

En el capítulo octavo se hace referencia a la publicidad en torno a los productos alimentarios, pidiendo que sea veraz y exacta previendo que en el futuro el Gobierno pueda establecer para determinados tipos de alimentos “servidumbres informativas adicionales”. Hace además especial hincapié en la publicidad destinada a menores de 15 años.

Los dos últimos capítulos están destinados al régimen de infracciones y sanciones por el incumplimiento de lo impuesto en esta Ley y a las tasas por los servicios prestados por la AESAN.

Precisamente esta Ley deroga el artículo 31 de la Ley 53/2002 que fija las tasas por los servicios en materia de industrias alimentarias y el Real Decreto 50/1993, que regula el control oficial de los productos alimenticios y el Real Decreto 1397/2005 que aprueba medidas adicionales en torno al control oficial, entre otras normas.

Puede consultar esta Ley

FONTE: http://bit.ly/o6wRqh

FIAB y CEACCU critican Ley de Seguridad Alimentaria

En 16 de junio, el Congreso aprobó la nueva Ley de Seguridad Alimentaria y Nutrición. Un texto polémico, que no ha gustado demasiado ni a las industrias de alimentación ni a los consumidores. La Federación de Industrias de Alimentación y Bebidas (FIAB) ha emitido un comunicado en el que considera que “ en el ámbito de la seguridad alimentaria, se ha perdido una magnífica opinión para mejorar el funcionamiento actual del sistema de las redes de alerta” y añade que “la actual redacción de la ley podría provocar situaciones como la sucedida recientemente en Alemania, donde un error cometido por parte de las autoridades de este país (acusando indebidamente a un producto alimentario que en este caso era español), ha puesto de manifiesto las fisuras existentes en la gestión y comunicación de los riesgos del actual sistema de las redes de alerta”.

FIAB lamenta, asimismo, que, en el largo proceso de la tramitación de esta ley, no se haya tenido en cuenta la demanda de la industria alimentaria española, en relación a que “los operadores económicos tengan derecho a ser indemnizados por los gastos y daños ocasionados como consecuencia de actuaciones o comunicaciones indebidas, por parte incluso de las Administraciones Públicas, en los casos en los que finalmente se demuestre la ausencia del riesgo indicado”.

En el capítulo de la nutrición, la patronal cree que “limitar la venta de productos altos en ácidos grasos saturados, ácidos grasos trans, sal y azúcares en los centros escolares es una medida restrictiva e innecesaria, teniendo en cuenta que no supone una solución real al problema de la obesidad infantil”.

La Asociación demanda medidas que impulsen el sector de la alimentación y eliminen las trabas a su actividad. Destaca el compromiso de la industria en la lucha contra la obesidad infantil y su colaboración con la Estrategia NAOS, promovida por la Administración.

Según la Federación, las medidas adoptadas en este ámbito deberían haberse fundamentado teniendo en cuenta la dieta total y con una base científica y no reducirse sólo a alimentos individualmente considerados.

En este sentido, ha matizado que “la nueva Ley no señala ni prohíbe alimentos concretos, ya que deja pendiente de definir qué se entiende por alimentos con alto contenido en los nutrientes señalados, a los efectos de restringir su venta en estos centros. Así, puede darse el caso de que determinados alimentos estigmatizados (bollos, aperitivos, bebidas, etc.) sí que cumplan los requisitos que reglamentariamente se fijen”.

La Asociación de fabricantes no ha sido la única que ha alzado su voz en contra de la nueva normativa. La Confederación Española de Organizaciones de Amas de Casa, Consumidores y Usuarios (CEACCU), lamenta que la Ley se haya quedado corta ya que, en su opinión, “las principales novedades de la misma se han perdido por el camino”.

CEACCU se ha mostrado sorprendida por el hecho de que la limitación legal al porcentaje de grasas trans, que puede contener un alimento, así como la prohibición de venta de alimentos extra-calóricos en centros escolares, se hayan dejado para un desarrollo reglamentario posterior.

Leia também.

FONTE: http://bit.ly/jFUgTs

Empresas do setor de alimentos se unem para buscar internacionalização

Federações e institutos representantes do setor de alimentos realizarão entres os dias 16 e 23 de maio, ação conjunta para capacitar pequenas e médias empresas para adequação de produtos nacionais às exigências do mercado europeu. Estão envolvidas na iniciativa as federações das indústrias dos estados de Pernambuco (Fiepe), de Minas Gerais (Fiemg), do Rio Grande do Sul (Fiergs), além do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES).

A ideia é dar continuidades as atividades de apoio à internacionalização já realizadas por essas instituições em seus estados, por meio do Projeto de Apoio à Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas (PAIIPME), executado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e cofinanciado pela União Europeia.

A atividade prevê a organização de cinco workshops, nas cidades de Porto Alegre (RS), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), Petrolina (PE) e por último em Belo Horizonte (MG). Com apoio do PAIIPME, o evento contará com a vinda de uma especialista da União Europeia, Patrícia Ruiz, que é responsável pelo Departamento para Tecnologia e Produção de Alimentos (CNTA – Centro Nacional de Tecnología y Seguridad Alimentaria). A especialista espanhola tem dez anos de experiência em tecnologia de processamento de frutas e embalagens de alimentos.

Outro destaque neste projeto será a palestra ministrada por Rogério Corrêa, da Divisão de Superação de Barreiras Técnicas do Inmetro. Ele transmitirá aos empresários brasileiros informações sobre exigências da legislação brasileira e da União Europeia para o setor de alimentos (para consumo interno e exportação), inovações na logística especial para produtos perecíveis, conservação e transporte.

Os workshops foram pensados de acordo com as necessidades de cada estado. Em Porto Alegre, o foco será a produção e adequação do mercado de bebidas, enquanto em Vitória, o debate girará em torno da produção de frutas. Já no Rio de Janeiro, onde o Inmetro conduz o evento, as discussões enfocarão sobre certificações técnicas. Em Petrolina e em Belo Horizonte, os workshops terão como foco, respectivamente, a produção de produtos orgânicos e a produção de frutas processadas/cristalizadas e laticínios.

Estudos

A Fiepe, Fiemg, Fiergs, Sebrae/ES e Inmetro também pretendem colaborar na consecução de uma cartilha unificando os dados de diversos estudos produzidos por essas instituições após participarem de missões técnicas com o apoio do PAIIPME. A Fiepe, por exemplo, elaborou estudo, em 2008, sobre ações de assistência técnica para apoiar empresas dos arranjos produtivos locais do Vale do São Francisco, abordando a diversificação de produtos de fruticultura, horticultura e aloe vera orgânicos; com foco no mercado europeu. Já a Fiemg, no mesmo ano, desenvolveu levantamento sobre o Mercado Comum Europeu para o Setor Alimentício.

O Sebrae/ES trabalhou 16 estudos de mercado do setor alimentício e 22 diagnósticos de empresas brasileiras para avaliação de seu potencial exportador. A Fiergs elaborou estudo sobre os mercados de alimentos da Alemanha, Reino Unido e França.

“Nossa proposta com a ação é promover a troca de informações entre as instituições do setor sobre os avanços alcançados a partir de missões realizadas por meio do PAIIPME e desenvolver novas iniciativas que possam complementar essas atividades, fortalecendo a capacidade de internacionalização dessas empresas”, explica Patrícia Vicentini, diretora do PAIIPME. “A ação será estruturada e executada de modo a assegurar que todas as informações tecnológicas relacionadas com a produção de alimentos no Brasil sejam replicadas para as pequenas e médias empresas”, completa.

PAIIPME

O PAIIPME é fruto de um acordo de cooperação entre Brasil e União Europeia para a inserção competitiva das PME brasileiras no mercado europeu. Com um orçamento de 44 milhões de euros (metade proveniente de fundos não-reembolsáveis da União Europeia e metade proveniente de fundos brasileiros de origem pública e privada), é o maior projeto de cooperação técnica cofinanciado pela União Europeia em execução na América Latina. Suas ações acontecem por meio de parcerias com entidades nacionais, setoriais e locais, públicas e privadas. O MDIC, órgão brasileiro beneficiário dos recursos europeus destinados ao PAIIPME, delegou à ABDI a responsabilidade de executar as atividades de implementação e gestão do Projeto. A iniciativa já beneficiou mais de 2.500 PME, com ações de assistência técnica, formação de recursos humanos, aquisição de equipamentos de alta complexidade tecnológica, intercâmbio entre instituições homólogas, capacitação empresarial e realização de estudos.

FONTE: http://bit.ly/iVz0HW

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