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Bolsa Família acelera redução da mortalidade infantil

Estudo aponta que contribuição do programa na queda do índice de mortalidade de crianças de até 5 anos chegou a 17%. Pesquisa foi tema de seminário com a participação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello

Foto: Ana Nascimento/MDS
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Ministra Tereza Campello (C), ao lado do ministro interino Marcelo Neri, participou de seminário que debateu impacto do Bolsa Família na queda da mortalidade infantil

Brasília, 23 – Um estudo inédito, publicado na edição de maio da revista inglesa The Lancet, revela que o Programa Bolsa Família teve contribuição decisiva para a queda da mortalidade de crianças menores de 5 anos, de 2004 a 2009. Segundo os pesquisadores brasileiros que fizeram o trabalho, a redução da mortalidade infantil nas cidades averiguadas chegou a 17% com o programa de transferência de renda. O estudo foi debatido nesta quinta-feira (23), durante seminário na Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, participou do evento.

Realizado em 2.853 municípios brasileiros, o estudo apontou que a ação direta do Bolsa Família na queda da mortalidade de crianças foi ainda maior quando a causa está relacionada à segurança alimentar. Ou seja, o programa foi responsável direto pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos óbitos causados por diarreia. “Eu, que ajudei no desenho inicial do Bolsa Família, continuo me surpreendendo. Naquela época, já esperávamos muito do programa, mas a realidade foi ainda melhor”, avaliou a ministra.
Além dos bons resultados de saúde, Tereza Campello destacou que, pela primeira vez no país, as crianças de classes mais pobres, beneficiárias do programa, têm superado as demais no desempenho escolar. “Hoje podemos dizer, com orgulho, que derrubamos todos os mitos que existiam em torno do Bolsa Família, de efeito preguiça, de estímulo à natalidade, de mau aproveitamento do benefício. Essa vitória não é só do programa, mas dos beneficiários, da população mais pobre, que consegue mostrar que trabalha, que investe na melhor alimentação da família e que cuida bem dos seus filhos.”
Na avaliação do ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) , Marcelo Neri, o Bolsa Família é a principal inovação social brasileira da última década e os benefícios do programa têm sido ampliados. “A situação das crianças continua mudando. Há outros efeitos positivos que esse estudo não pega e que são frutos de uma nova leva de programas, como o Brasil Carinhoso.”
Um dos autores do estudo, o ex-secretário executivo do MDS Rômulo Paes de Souza, enumera algumas características do Bolsa Família que o tornaram um exemplo singular de sucesso na América Latina e no mundo. “A periodicidade mensal do benefício, a alta cobertura dos serviços de educação e saúde e o pagamento feito via bancária, que permite regularidade e consistência na gestão, são os grandes diferenciais do modelo brasileiro de transferência de renda condicionada.”

Resultados – De acordo com o pesquisador Maurício Lima Barreto, coordenador do Instituto Nacional de Ciência, Inovação e Tecnologia em Saúde da Bahia (INCT-Citecs), que liderou o grupo de estudo, os resultados mostram que programas de transferência condicional de renda como o Bolsa Família, juntamente com uma estratégia de atenção básica eficaz, podem fortemente reduzir a mortalidade na infância, em particular por causas relacionadas à pobreza. “Uma pequena quantia de dinheiro pode modificar significativamente as chances de sobrevivência das crianças.”

O estudo os Efeitos dos programas de transferência condicional de renda na mortalidade infantil: uma análise dos municípios brasileiros ganhou destaque com a publicação na revista especializada The Lancet. Além de Maurício Barreto e Rômulo Paes, outros três pesquisadores brasileiros integraram o grupo de trabalho: Davide Rasella, Rosana Aquino e Carlos A. T. Santos.
A quantidade de dados e números disponíveis para a realização desse estudo foi um dos aspectos ressaltados pelo secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Paulo Januzzi. “Não há programa que tenha sido mais testado e avaliado do que o Bolsa Família nesses 10 anos”. Ele avalia que as constatações de estudos anteriores já mostravam o êxito do programa na educação. “Esse estudo traz dados novos em relação à mortalidade e por isso servirá de referência não apenas para o Brasil, mas também para outros países.”

Condicionalidades – A pesquisa mostra também como o Bolsa Família contribuiu para a diminuição de mortes de crianças causadas por infecções respiratórias, ação relacionada às condicionalidades do programa. “O Bolsa Família tem o efeito de pressionar as famílias para que busquem atendimento na rede de saúde”, assinala o pesquisador Maurício Barreto.
Conforme os resultados do levantamento, em munícipios com cobertura consolidada do Bolsa Família (atingindo quase 100% do público-alvo por mais de quatro anos), a mortalidade de crianças de até 5 anos, causada por infecções nas vias respiratórias, foi 20% menor que em cidades com cobertura baixa do programa (até 17%). Dentro do período pesquisado, o Brasil saiu de uma taxa de mortalidade infantil de 21,7 mortes em cada mil nascidos, em 2004, para 17,5 óbitos, em 2009 – uma queda de 19,4%, sempre considerando os quase 3 mil municípios pesquisados. Por causa específica, a queda se acentua no número de mortes por desnutrição e doenças diarreicas – respectivamente de 58,2% e 46,3%.
Os dados da pesquisa revelam que os índices de queda são mais relevantes em municípios com maior cobertura do Bolsa Família. Nas cidades com cobertura quase total do público-alvo, acentua Barreto, é possível dizer que em cada 10 crianças que seriam vítimas da desnutrição, seis sobreviveram devido às ações do programa. O estudo, acrescenta, está de acordo com a hipótese de que o Bolsa Família melhorou as condições nutricionais de seus beneficiários.
A análise teve reflexos ainda nos efeitos do Bolsa Família em articulação com as ações do Programa Saúde da Família (PSF). Em 2009, o Bolsa Família tinha cobertura de 28,3% dos municípios pesquisados e o PSF cobria 75% dessa mesma população.

O seminário foi organizado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

FONTE: Ascom/MDS (61) 2030-1021 http://www.mds.gov.br/saladeimprensa

Dirigente da Cruz Vermelha defende que pequenos produtores cultivem comida

Gláucia Chaves, Especial para o Correio Braziliense

Ao redor do mundo, todas as noites, quase 1 bilhão de pessoas vão para a cama com fome. Ironicamente, grande parte desses indivíduos são pequenos agricultores, responsáveis pela produção de metade dos alimentos consumidos no planeta. Cerca de 180 milhões de crianças de até 5 anos estão desnutridas e com retardo no crescimento e 925 milhões de pessoas sofrem de fome crônica. Ao mesmo tempo, no segundo semestre de 2010, os alimentos ficaram 30% mais caros, 10 milhões de hectares de terra foram inutilizados por conta da seca e 30% das sobras de alimentos foram perdidas. O orçamento do Banco Mundial utilizado para a agricultura caiu de 26%, em 1980, para apenas 10%, em 2000. Esses são apenas alguns números do Relatório Mundial sobre Desastres de 2010, divulgado em setembro deste ano.

No registro feito pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho sobre a situação da fome no mundo, os dados espelham a situação desesperadora de populações sem condições de se alimentar e a chamada “obesidade epidêmica” dos ricos. Em uma visita ao Brasil para acompanhar o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Cruz Vermelha Brasileira (CVB) — iniciativa do líder da bancada do Partido Popular Socialista (PPS), Rubens Bueno, e do presidente nacional da CVB, Walmir Moreira Serra —, o subsecretário geral para a Sociedade Nacional e Desenvolvimento do Conhecimento da Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho (FICV), Mukesh Kapila, falou ao Correio sobre a fome no mundo, iniciativas governamentais para driblar o problema e a responsabilidade de cada um na luta contra a desnutrição.

Como uma reconfiguração do sistema alimentar global pode ser feita?
Com investimentos primários, agricultores irão cultivar alimentos na comunidade local. A maioria dos alimentos já é produzida por pequenos agricultores ao redor do mundo e isso certamente é suficiente para alimentar os continentes mais famintos. Então, por que tanto dinheiro está indo para a indústria agrícola, incluindo aqui no Brasil? O fato é que o preço para produzir nas terras é maior para os pequenos fazendeiros.

Quais as principais dificuldades que países como o Brasil enfrentam? São as mesmas enfrentadas pelo resto do mundo?
O Brasil é um país muito importante agora. Os desafios são os mesmos, na verdade: como criar um sistema justo de distribuição de recursos? Todo cidadão precisa ter acesso aos direitos humanos básicos para sobreviver e para que possa se desenvolver, como comida, água, cuidados de saúde e assim por diante. Logo, essa é a questão principal, esse é o verdadeiro desafio. A vantagem de países como o Brasil, que exportam comida, é que eles enriquecem muito rápido. E você precisa enriquecer para ter recursos para distribuir. Países como o Brasil, com grande extensão de terras e economicamente fortes, têm uma posição de liderança. A pergunta para o governo do Brasil e para os brasileiros é a seguinte: vocês estão preparados? Ou ainda: quando vocês estarão preparados para assumir fortemente essa posição de liderança no mundo? O mundo sem a liderança brasileira é um mundo que se move em velocidade média, quando poderia ir à toda velocidade. A questão do Brasil, então, é nacional — fazer o que é certo pelos cidadãos — e internacional, já que precisa assumir um lugar apropriado em um mundo em que ainda está à parte.

Segundo o World Disaster Report, 27% da população dos Estados Unidos é obesa, enquanto 925 milhões de pessoas sofrem de fome crônica. Como a especulação financeira do mercado de alimentos se relaciona com esse dado? O preço dos alimentos é o principal motivo? Quais os outros?
Isso não é surpreendente, na verdade. Acho que se houvesse investimentos em diferentes formas de agricultura, o custo da comida cairia. Os fabricantes descobriram que a presença do açúcar e do sal em excesso na comida processada faz com que ela possa ser distribuída para locais mais distantes. E ela ainda é mais barata. Logo, as pessoas pobres à procura de algo para comer naturalmente irão em busca dos alimentos mais baratos, que tendem a ser menos saudáveis. Como resultado, elas se tornam obesas e doentes. Elas não consomem a quantidade necessária de vitaminas e outro elementos nutricionais que são necessários a todos. O fato de o país mais rico do mundo ser também o mais gordo é um reflexo de uma sociedade infeliz. Pode ser porque eles estão mais tristes e não têm condições de bancar alimentos mais saudáveis. É um paradoxo mental estranho. É por isso que é preciso uma abordagem social. As pessoas devem ser educadas a confrontar o problema que as está forçando a comer alimentos prontos — que só são consumidos por serem a única opção.

Como tornar a comida saudável mais barata, então?
Esse é um problema político para todos os governos. Tudo em relação à comida é político. Nenhum governo sobrevive se não abordar aspectos políticos relacionados à alimentação. O mundo inteiro tem se tornado mais rico, e os governos precisam fazer escolhas difíceis. Basta tomar como exemplo os alimentos que não são saudáveis, como os com excesso de sal, sódio e açúcar: ele (o governo) pode tentar tarifar esses alimentos ou esses ingredientes de forma diferente, reduzir os impostos sobre os alimentos saudáveis, enfim, há maneiras para se fazer isso. Contudo, muito mais importante que tributação é a parceria que os governantes devem fazer com a sociedade e com grupos como a Cruz Vermelha, que têm como objetivo educar a comunidade, fazer com que as pessoas entendam que cada um é responsável pela própria vida. Isoladamente, o governo não pode fazer muita coisa. Apenas quando os cidadãos comuns tiverem o controle de seu próprio comportamento é que a mudança poderá ser feita. Então, não é justo culpar apenas o governo o tempo todo, como também não é certo esperar que ele resolva todos os problemas. Os cidadãos é que precisam fazer isso.

O primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, da ONU, é reduzir pela metade o percentual de pessoas que sofrem de fome até 2015. Essa é uma meta viável? O que é preciso ser feito para que ela se torne realidade?
Bom, talvez. Acredito que seja possível e isso já foi alcançado em muitos países, mas acho que números como esse, estatísticas sobre quantos por cento estão melhorando ou piorando não nos dizem o suficiente sobre a questão humana que está por trás disso. As estatísticas escondem desigualdades. Na China, por exemplo, o chinês médio tem 50% mais calorias disponíveis que há alguns anos. Ao mesmo tempo, a pobreza tem aumentado. Isso significa que temos que ter muito cuidado ao interpretar esses números e estatísticas. Enquanto grande parte do mundo melhorou, uma parcela significativa da população em vários países tem ido para outra direção. A coisa mais importante para os que fazem as políticas, na minha opinião, é focar-se nos esforços mais valiosos — o que também é o trabalho da Cruz Vermelha. Os governantes precisam andar ao lado dessas organizações.

FONTE: http://bit.ly/ukFWTf

Inseguridad alimentaria: Una condena al subdesarrollo

Ruth Bonilla

La población guatemalteca, principalmente la niñez, se encuentra en medio de una crisis alimentaria sin precedentes. Según datos del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF), un millón 300 mil personas padecen de desnutrición, lo cual tiene un alto impacto en el desarrollo actual y futuro para Guatemala.

De acuerdo con un informe de UNICEF, Guatemala tiene una tasa de desnutrición crónica que afecta al 49 por ciento de la niñez, el sexto país con la cifra más elevada en el ámbito mundial.

La vulnerabilidad a la inseguridad alimentaria se debe a una disminución aguda del acceso a los alimentos o de los niveles de consumo, factores derivados de los riesgos ambientales, los económicos y los sociales, asimismo a la reducida capacidad de respuesta de los gobiernos, refieren estudios de la Secretaría de Seguridad Alimentaria y Nutricional (Sesan).

Más de la mitad del porcentaje de niños en el país sufren de desnutrición crónica, esto confirma que Guatemala vive en un estado alarmante con la mala nutrición y el hambre, lo cual no es reciente ni circunstancial, sino que tiene raíces profundas y estructurales, según análisis del Consejo de Instituciones de Desarrollo (Coinde).

Esa institución destacó que el impacto de la desnutrición en el desarrollo de la niñez es una forma cruel de condenarlos al subdesarrollo permanente, pues padecerán toda su vida de condiciones precarias de salud y su nivel intelectual será limitado; la deficiente ingesta de nutrientes en los tres primeros años de vida, daña severamente el crecimiento.

SEGURIDAD ALIMENTARIA

Según Fernando Solís, Coordinador de El Observador, la seguridad alimentaria promueve el acceso y la disposición de los alimentos, una dieta sana y nutritiva para las personas, sin importar la forma de producción y de comercialización.

Al respecto, el Ministerio de Agricultura, Ganadería y Alimentación (MAGA), informó que la población guatemalteca se alimenta deficientemente y alcanza niveles críticos en el área rural, lo que limita su futuro intelectual y reduce posibilidades de desarrollo humano.

Héctor Menéndez, de la Red Nacional por la Defensa de la Soberanía Alimentaria (REDSAG), recordó a las autoridades que deben implementar acciones políticas, estratégicas y operativas, con pertinencia cultural y con equidad de género, para la defensa de la soberanía alimentaria de los pueblos originarios.

Los diferentes gobiernos han tratado de revertir los efectos de la inseguridad alimentaria a través de políticas derivadas de legislación en la materia; a la fecha han incumplido con las disposiciones legales y con los convenios internacionales que el Estado ha ratificado, expresó Hugo Higueros, representante de Coinde.

FACTOR POBREZA

En Guatemala 7.5 millones de personas viven en la pobreza, de las cuales 2.2 están en extrema pobreza; afecta sobre todo al área rural y tiene a la mitad de la infancia, menor de 5 años, en estado de desnutrición, según datos publicados en el reportaje “Seguridad Alimentaria y Nutricional”, elaborado por la Agencia Cerigua.

Disminuir el analfabetismo en mujeres, generar fuentes de empleo digno y erradicar la pobreza extrema, son estrategias fundamentales para reducir la vulnerabilidad a la inseguridad alimentaria y nutricional en Guatemala; también incentivar el acceso a la tierra para las poblaciones excluidas históricamente, informó el MAGA.

Cabe señalar que se ha producido un incesante incremento del precio de los alimentos y de la energía en los últimos años y se han deteriorado las condiciones en el mercado laboral, según la Comisión Económica para América Latina (CEPAL).

Los desastres y el cambio climático deterioran la accesibilidad y la disponibilidad de los alimentos; también el consumo familiar, situaciones que impactan severamente en soberanía alimentaria, la seguridad nutricional y la calidad de vida de las personas.

La pobreza y la pobreza extrema, así como el hambre y la desnutrición perpetúan las condiciones de infra y subsistencia de amplios sectores de campesinos, sobre todo los que son propietarios de pequeñas parcelas, quienes enfrentan serias dificultades para garantizar la producción de alimentos, enfatizó la CEPAL.

Escasa propuesta electoral en materia de seguridad alimentaria y combate al hambre

De acuerdo con el Objetivo 1 de Desarrollo del Milenio (ODM), de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), sobre erradicación de la pobreza para el año 2015, el estado de Guatemala debe mejorar los salarios, lograr empleos plenos y decentes para todos y todas, así como reducir a la mitad el porcentaje de las personas que padecen hambre.

El próximo 6 de noviembre se llevará a cabo en Guatemala la segunda vuelta electoral, cuando la ciudadanía deberá decidir quién dirigirá el Poder Ejecutivo durante los siguientes cuatro años; los candidatos Otto Pérez Molina, del Partido Patriota (PP) y Manuel Baldizón, del Partido Libertad Democrática Renovada (Lider).

Pérez en su oferta electoral propuso tres componentes para erradicar la desnutrición: la ventana de los mil días, seguridad alimentaria y nutricional y el fortalecimiento institucional. Mientras, Baldizón prometió combatir el problema de mediante la generación de empleo, incrementar los ingresos familiares y crear programas de atención; ninguno ha presentado un proyecto presupuestario o plan operativo para llevar a cabo sus propósitos.

FONTE: http://bit.ly/o0cfu9

Brasil lidera ranking de combate à fome

O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, divulgado nesta segunda-feira, que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições.

O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição infantil  em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.

A iniciativa mais recente do país no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

Apesar dos bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avançar na distribuição de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o relatório, 56% da terra agricultável estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras.

– O país precisa resolver a profunda desigualdade no acesso à terra e assegurar que os novos processos de crescimento não gerem novas exclusões por meio do deslocamento das populações. E ainda há 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, altamente vulneráveis à fome. Essas pessoas são profundamente excluídas, são necessárias políticas públicas muito específicas e desenhadas para esse grupo –, avaliou o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.

Segundo ele, pode ser compartilhada com outros países a experiência brasileira em iniciativas de transferência de renda e políticas de proteção social e segurança alimentar, como os programas de merenda escolar e de construção de cisternas em regiões semiáridas.

Na avaliação global, o levantamento aponta que apesar de recentes avanços no combate à fome e à insegurança alimentar, o mundo está prestes a enfrentar uma agravamento da crise de oferta de alimentos. Entre as causas estão os efeitos das mudanças climáticas e a perspectiva de aumento de preço dos alimentos, que deverá levar mais 44 milhões de pessoas à pobreza.

De acordo com a ActionAid, a demanda de terras para a produção de biocombustíveis deve continuar inflacionando o preço dos alimentos.

De acordo com Campolina, a crise econômica também deve frear os esforços internacionais de combate à fome.

– Em um ambiente de crise há menos recursos disponíveis tanto para a ajuda externa quanto para o investimento doméstico em agricultura, o que pode levar a uma diminuição dos recursos que poderiam ser destinados à agricultura familiar e sustentável. Apesar que boa parte do que se ouviu até hoje sobre promessa de ajuda dos países ricos não constitui novos recursos –, acrescentou.

A ONG sugere que o G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) inclua a crise alimentar na pauta de sua próxima reunião, em novembro, em Cannes, na França, e se comprometa, por exemplo, a garantir investimentos às pequenas propriedades dos países pobres e a frear a especulação de terras para a produção de biocombustíveis.

– O G-20 tem que tomar as medidas concretas para cumprir a prioridade de combater a fome. A prioridade não pode ser salvar grupos financeiros que especulam com commodities agrícolas ao custo da fome das populações pobres. É preciso investir em pequenos agricultores que produzem alimentos para consumo local e dinamizam mercados domésticos, apoiar a criação de estoques de alimentos nacionais e regionais e controlar a especulação financeira com produtos agrícolas –, defendeu o coordenador.

Acesse o relatório (em inglês) On the brink: who´s really fighting the looming climate and hunger crisis? 

FONTE: http://bit.ly/qaAbrM

Bolívia: 11% de niños alteños tienen desnutrición crónica

11.330 menores de cinco años padecen de anemia constante

La Unidad de Seguridad Alimentaria y Nutrición del Servicio Regional de Salud (Seres) de El Alto presentó un cuadro estadístico que revela que el 11 por ciento de los niños menores a cinco años de esa ciudad tienen desnutrición crónica.

La responsable de esta unidad, Rosario Chávez, afirmó que esos menores presentan los síntomas de anemia y desnutrición a causa de la falta de consumo de alimentos ricos en hierro. Explicó que la desnutrición crónica es el proceso por el cual las reservas orgánicas del cuerpo se agotan por la falta de proteínas.

Al ensayar una explicación sobre el asunto, dijo que la desnutrición de los niños alteños se debe a los escasos recursos económicos de sus familias o a las diversas enfermedades que padecen y que a su vez comprometen su estado nutricional.

Chávez indicó que al menos en esta urbe existen 103.000 menores entre cero y cinco años. Es decir, que 11.330 niños alteños hasta los cinco años sufren desnutrición crónica.

La Alcaldía entrega chispitas nutricionales

El Ministerio de Salud y el Servicio Regional de Salud (Seres) de El Alto comienza hoy una campaña de entrega de micronutrientes o chispitas nutricionales y vitamina A en los domicilios de los 14 distritos municipales de la urbe alteña.

“Debido a que no todos los menores de edad van a los centros de salud, porque sus padres no los llevan, realizaremos este acercamiento, pedimos ayuda a la población”, dijo la responsable de Suplementación de Micronutrientes, Mary Quintanilla.

FONTE: laRAZÓN

Crianças obesas, porém desnutridas

O número de obesos no Brasil aumentou 240% nos últimos 10 anos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia apontam que 15% das crianças são obesas e estudos do IBGE indicam que em 10 anos existirá três crianças obesas para cada duas desnutridas. O assunto foi discutido na tarde do último sábado na I Jornada Pediátrica do Pará, realizada no Computer Hall, que teve como destaque a participação do especialista em nutrição e metabolismo infantil Luís Anderson Lopes, professor da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Ele falou sobre “Obesidade na Infância, o que há de novo: dos riscos da síndrome metabólica às indicações de cirurgia bariátrica” e sobre “Baixa estatura: como diagnosticar e quando tratar”.

Segundo o especialista, esses dados preocupam porque a possibilidade de uma criança obesa ser um adulto com sobrepeso é de 70%, trazendo consigo todas as consequências disso como o risco de diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. “Temos na obesidade infantil um grave problema de saúde pública”, alerta o especialista que é Doutor em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo.

Segundo ele, os bebês que nascem com mais de quatro quilos têm tendência a ser adolescentes gordos. Quanto mais precoce é feita a introdução de complementos alimentares, maior o risco de obesidade.

“O crescimento de obesos no pais é exponencial”, afirma Lopes. Entre os escolares, a prevalência já é de 15 a 20%. E o pior, segundo ele, é que de cada três crianças obesas duas são desnutridas pela introdução do costume de ingestão de alimentos muito energéticos e com alto teor de sódio, como bolachas e doces que acumulam gordura no corpo, mas não nutrem o organismo. “Só um copo de refrigerante tem duas colheres de açúcar”, alerta. “Até índios já estão se tornando vítimas, com crianças cada vez mais gordas, mas desnutridas”.

Além de alertar para a falta de atenção de pais no que toca a disciplina alimentar dos filhos, ele recomenda que crianças façam atividades físicas de lazer de pelo menos 30 minutos três vezes por semana, e de 60 minutos para os que fazem tratamento de síndrome metabólica, para se garantir uma adolescência mais saudável.

Outro problema causado pelo excesso de peso é a diminuição da estatura pela falta de ingestão de cálcio durante a infância e adolescência. (Diário do Pará)

FONTE: http://bit.ly/qLbPhR

Nicaragua, muestra esperanzas de lograr Seguridad Alimentaria y Nutricional

Tania Díaz Rivas

Nicaragua muestra avances en seguridad alimentaria, a través de los diversos programas ejecutados con apoyo de la cooperación externa; sin embargo, aún persisten personas en muy alta vulnerabilidad, por lo que se requiere mejorar y ampliar los programas de asistencia alimentaria, por medio de la sinergia de los diversos actores en los territorios.

Según datos de la FAO, en Nicaragua el 19% de la población está sub nutrida, es decir, que se encuentran en un estado de desnutrición leve, lo cual se relaciona con los niveles de pobreza y advierte sobre las condiciones de inseguridad alimentaria. Esto a la vez está relacionado con el comportamiento de los mercados de alimentos y con la producción de los mismos, ya que estos mercados determinan el acceso que las personas tienen a la alimentación. Por otro lado, las condiciones de seguridad alimentaria inciden en la capacidad productiva de las personas y por ende en las posibilidades de crecimiento y desarrollo económico de largo plazo.

Por tal motivo, la emisión de “EL OBSERVADOR ECONOMICO EN VIVO”, del día 11 de julio del presente año, abordó la temática sobre: Seguridad Alimentaria y Nutricional, con el objetivo de conocer la importancia de la seguridad alimentaria como requisito para mantener un nivel de vida aceptable y su incidencia en el desempeño escolar de los niños y jóvenes, así como en la productividad de los trabajadores. Para este efecto se entrevistó a la Licda. Vera Amanda Solís, Consultora de la FAO, quien actualmente se desempeña como Secretaria General de la Universidad Centroamericana (UCA)/ Ella es licenciada en Bioanalisis y nutrición, cuenta con una maestría en Nutrición y Tecnología de Alimentos y se destaca como conductora del Programa hablemos de nutrición, asimismo, se desempeña como coordinadora del Consejo Interuniversitario de Soberanía y Seguridad Alimentaria.

Nos podría explicar, ¿Qué se entiende normalmente por Seguridad Alimentaria?

El concepto de Seguridad Alimentaria que ha venido evolucionando a partir de los años 70, antes consideraba, que el problema del hambre se debía a una insuficiente producción de alimentos, debido al creciente aumento de la población, ya que las políticas durante ese periodo se enfocaban en aumentar la producción de alimentos.

Sin embargo, a pesar que se producían grandes cantidades de alimentos el problema del hambre no disminuyó, es decir, que la producción de alimentos no solucionó el problema. No obstante, en la actualidad se avanzó en el aspecto conceptual y se agrego el indicador de consumo de alimentos, el cual está referido a la capacidad y acceso que tiene la persona de poder comprar el alimento que está disponible; por lo que se precisa que el consumidor debe de tener un empleo o el acceso físico en la localidad en la que vive, también debe de existir suficientes alimentos disponibles en el mercado para que los pueda comprar.

¿Por qué razón el debate sobre Seguridad Alimentaria se ha vuelto tan importante en los últimos años?

En el año 2007 hubo una sequia muy marcada y el resultante incremento de los precios de los alimentos incidió de manera negativa en el crecimiento de los países más pobres. El reciente estudio que desarrollo la FAO con el Programa Mundial de Alimentos, señala que la zona seca de Nicaragua, es la más afectada por este fenómeno, particularmente los departamentos de Nueva Segovia, Madriz, Estelí, Matagalpa, Jinotega, Boaco, Managua, León y Chinandega, debido a que la mayoría de la población no dispone de reservas de alimentos; la sequia afecto la producción de postreras y las familias acabaron su reservas de alimentos.

Esta población no tiene trabajo, no tiene acceso a los insumos y está en riesgo de padecer mayores índices de desnutrición y la problemática de hambre, por lo que el tema de Seguridad Alimentaria y Nutricional, ha ganado importancia, tanto a nivel económico, como jurídico, a través de la ley 693 de Soberanía y Seguridad Alimentaria Nutricional, cabe señalar que Nicaragua, es uno de los países que dispone un marco normativo, lo cual se convierte en un compromiso para el estado, el tratar de asegurar a toda la población el acceso al alimento.

¿Cuáles son las condiciones actuales de seguridad alimentaria en Nicaragua?

Uno de los aspectos por los que se mide la inseguridad alimentaria es por el estado nutricional de la población, según la última encuesta realizada en el 2007 a nivel nacional, el 16.9 % de los niños y niñas menores de 5 años presentan desnutrición crónica, el 1% presentan desnutrición aguda y el 6.9% desnutrición global. Sin embargo, estos datos a nivel local pueden ser mayores o puede ser menor, probablemente es mayor en el corredor seco, ya que es la zona más vulnerable que es en la región del Caribe.

Si nos vamos a las cifras de hambre podríamos comparar un poco a Nicaragua con el resto de países de la región. En Centroamérica 5 millones de personas padecen hambre, según cifras de un estudio que realizo la organización Acción Contra el Hambre, lo cual representa el 15% de la población de los países centroamericanos. Esto no tiene ninguna explicación lógica, es una cifra absurda que en el siglo XXI existan 5 millones de personas hambrientas en Centroamérica, de las cuales 1.5 millones de niños y niñas que padecen de desnutrición.

Los porcentajes de personas hambrientas son el 10% en El Salvador y el 22 % en Nicaragua, la desnutrición crónica infantil es 49.3 % en Guatemala, lo cual es un dato escandaloso, porque indica que casi el 50% de la población infantil esta desnutrida, en El Salvador el 19.2% de los niños y niñas padecen de desnutrición crónica, Costa Rica presenta la tasa más baja con un 5 % y Nicaragua alrededor del 16%.

¿Nicaragua ha avanzado en combatir los problemas de inseguridad alimentaria?

Definitivamente Nicaragua, ha realizado muchos esfuerzos por combatir el hambre y la inseguridad alimentaria, lo cual se ve reflejado con la aprobación de la ley 693 y es un aspecto prioritario en el Plan Nacional de Desarrollo Humano, se ha estructurado una arquitectura para que se cumpla la ley Soberanía y Seguridad Alimentaria Nutricional, ya que la obligación radica en una secretaria y otras estructuras que funcionan a nivel departamental, regional y municipal.

Los proyectos de cooperación internacional de las agencias se han mantenido en constante desarrollo con los programas relacionados con el hambre y la desnutrición. Es importante señalar, que los niveles de desnutrición aguda han bajado significativamente, la cual es la que se toman en cuenta en las medidas de desnutrición.

¿El aumento de los precios de los alimentos está afectando las condiciones de seguridad alimentaria de la población nacional? ¿En qué sentido?

Es uno de los factores que más incide en la situación de inseguridad alimentaria en la población, en los estudios que se han realizado y he mencionado anteriormente se les preguntaba a la familia qué cómo estaban haciendo ante el incremento en el precio de los alimentos para poder subsistir; la mayoría de las familia lo que hacen es disminuir los alimentos que consumen y eso lógicamente impacta sobre el estado nutricional de la familia, porque implica que hay un menor consumo energético y un menor consumo de proteínas.

¿Cuál será el impacto del cambio climático en la seguridad alimentaria de las personas?

La relación entre cambio climático y seguridad alimentaria está estrechamente ligada, hay que tomar acciones y medidas de prevención y de alerta ante eventuales desastres climáticos, porque es un fenómeno que estamos viviendo y se tienen que implementar acciones a nivel de los pequeños y medianos productores, para que puedan producir alimentos que se adapten al cambio climático. También hay que implementar instrumentos meteorológicos que ayuden a la predicción de los escenarios futuros del clima, con el propósito de tomar medidas que minimicen el impacto sobre la producción de alimentos.

¿Qué políticas económicas y sociales se deberían implementar para mejorar las condiciones de seguridad alimentaria de los nicaragüenses?

Hay muchas políticas que considero se deberían de implementar, sin embargo, me voy a referir al tema de la nutrición: es necesario colocar a la nutrición como el eje fundamental para el desarrollo social y económico del país, al inicio les decía que el concepto de seguridad alimentaria nutricional por lo general hace énfasis en la parte productiva pero se olvida de la disponibilidad, acceso a los alimentos y a la forma de consumirlos, lo cual está relacionado con aspectos culturales. Es necesario que los niñas, niñas se alimenten con la leche materna, lo que repercutirá en mayores niveles de nutrición, mejor nivel educativo y por ende incide de manera positiva en el desarrollo socioeconómico del país al disponer de capital humano capacitado, por lo que es necesario promocionar la lactancia materna, formular políticas que incentiven el estado nutricional, educación alimentaria y nutricional, reforzar los sistemas de vigilancia nutricional y alerta temprana.

FONTE: http://bit.ly/qFDs3h

Estudo comparativo analisa situação da segurança alimentar no Brasil, na Índia e África do Sul

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo lança pesquisa inédita que estabelece pontos de diálogo entre os três países Brasília, 27 de Julho 2011

Durante o Fórum Acadêmico Índia –Brasil-África do Sul (IBAS) realizado em 2010, pesquisadores identificaram o tema segurança alimentar como potencial tópico para a discussão. A partir desta demanda verificou-se a necessidade de um estudo comparativo que examinasse os programas existentes e apontasse áreas relevantes de possível diálogo entre Brasil, Índia e África do Sul.

A pesquisa Apoio Governamental à Segurança Alimentar na Índia, Brasil e África do Sul: Elementos de Diálogo (texto em inglês) foi elaborada pelas pesquisadoras Darana Souza e Danuta Chmielewska do IPC-IG. Inicialmente foram preparados relatórios nacionais para, então, contextualizar o tema nos diferentes países entre 1995 e 2000. O objetivo foi estudar quais os conceitos e as estratégias que orientaram os principais programas de segurança alimentar e a partir daí,ressaltar possíveis pontos de articulação e cooperação.

Ao comparar os países do IBAS, notamos que:

– Há diferenças na interpretação do direito à alimentação e consequentemente no aparato legal vigente em cada país;

– Dados mostram pluralidade de indicadores e ausência de consenso nos 3 casos;

– São analisados a percepção de segurança alimentar, situação nutricional e consumo de alimentos, além de outras dimensões;

– O texto destaca como as diferentes partes interessadas, especialmente as organizações da  sociedade civil, além de diferentes níveis de governo, participam na formulação de políticas públicas;

– No que diz respeito à produção de alimentos, duas questões são levantadas:  como a agricultura familiar se insere nas políticas de segurança alimentar, e como o financiamento público à produção de alimentos leva em conta as questões ambientais;

– São exploradas as principais iniciativas em Segurança Alimentar, segundo orçamento e alcance: Brasil: Programa Bolsa Família, Crédito para a agricultura familiar (PRONAF) e alimentação escolar (PNAE); África do Sul: Esquema Nacional de Segurança Social (Transferência de renda); Índia: Programas de Frentes de trabalho(NREGA), Distribuição de alimentos por venda subsidiada (TPDS), alimentação escolar (MDM) e atendimento nutricional a crianças e mulheres (ICDS);

O documento enumera conquistas e desafios na situação de segurança alimentar. Por exemplo no Brasil verifica-se uma redução: do número de crianças malnutridas de 4.2% em 1996 a 1.8% em 2006), da percepção de insegurança alimentar (de 35% em 2004 a 30% em 2009), da famílias pobres vivendo com menos de 1.25$/dia de 25.6% em 1990 a 4.8% em 2008) e da desigualdade (índice Gini de 0.594 em 2001 a 0.544 em 2008).
Em relação à África do Sul, nota-se uma redução : na percepção de fome (de 20% em 2002 a 10% em 2007), na pobreza (linha nacional de 38% em 2000 a 22% em 2008); apesar de manter os memos níveis de desigualdade (índice Gini variável entre 0.665 e 0.688 de 1993 a 2008) e malnutrição (baixo peso em crianças até 5 anos estável em 10% por 2 décadas).
Já na Índia houve redução de redução: pobreza (linha nacional de 45% em 1993/94 a 37% em 2004/05); manutenção da taxa de malnutrição (baixo peso em crianças até 3 anos por volta de 40%); aumento da desigualdade (índice Gini de 0.303 em 1993/94 a 0.325 em 2004/05) e fome crônica (de 17% em 1995-7 a 21% em 2005-07), além de outros desafios: disparidades internas (regionais, rural/urbano, castas).

Para concluir, o estudo traz algumas recomendações de diálogo entre o IBAS:

– Na Índia, onde a situação mais alarmante em diferentes questões da segurança alimentar, pode-se aproveitar as experiências do Brasil e África do Sul em estratégias ampla de SAN, usando os programas IFSS, FZ e PNSAN, e mecanismos intersetoriais e participativos;

– Destaque para o Brasil, que obteve maiores avanços na implementação de programas;

– Oferecer experiência em mecanismos de exigibilidade do direito à alimentação (Suprema Corte, comissários e Campanha Direito à Alimentação);

– Os 3 países precisam consolidar o acesso à alimentos, visto os altos índices de pobreza na Índia e África do Sul e a insegurança alimentar comprovada no Brasil e África do Sul;

– Destaque para a experiência Indiana mais vasta e pautada na perspectiva dos direitos;

– Possibilidade de explorar as experiências de transferência de renda do Brasil e África do Sul e seus impactos sobre a SAN;

– Potencial de trocas entre as iniciativas de alimentação escolar. Destaque para o Brasil (30% do PNAE) e África do Sul (hortas escolares) como apoio a variedade de alimentos;

– Potencial de diálogo entre TPDS e PAA/PNAE em termos de apoio a produtores e alimentos locais.

Leia mais:

Public Support to Food Security in India, Brazil and South Africa: Elements for a Policy Dialogue

Food Security as a Pathway to Productive Inclusion: Lessons from Brazil and India)

Sobre IPC-IG:

Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo é resultado de uma parceria estratégica entre o Escritório do  PNUD de Políticas para o Desenvolvimento, em Nova York e o Governo Brasileiro para a produção e promoção de estudos e recomendações políticas para o crescimento inclusivo baseados em experiências bem-sucedidas e inovadora de países em desenvolvimento. Nossas áreas de trabalho são: políticas de proteção social e programas de transferência de renda; desenvolvimento rural e Sustentável; políticas de inovação em desenvolvimento e transformação estrutural; e promoção de oportunidades de aprendizagem Sul-Sul. Mais detalhes sobre o trablaho do IPC-IG em: http://www.ipc-undp.org/

Mais informações:

Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) – Brasília Francisco Filho

Francisco Filho
Assessoria de ComunicaçãoFrancisco.filho@ipc-undp.org(61) 2105 5036
Mariana Hoffmann
Assessoria de ComunicaçãoMariana.hoffmann@ipc-undp.org(61) 2105-5022

Guatemala: 49% das crianças menores de 5 anos têm desnutrição crônica

Por Camila Queiroz – Adital, com informações de Prensa Libre e TeleSur

O representante da União Europeia na Guatemala, Rafael Señán, declarou que há departamentos em que 80% das crianças estão mal nutridas.

Embora crianças e adolescentes representem 55% da população guatemalteca, não têm recebido a atenção merecida. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 49% das crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição crônica na Guatemala. Este é o pior índice da América Latina. Também a União Européia (UE) e o Índice Global das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) apontam o país como o primeiro lugar em desnutrição infantil na região e o quinto lugar mundial. O representante da União Europeia na Guatemala, Rafael Señán, declarou que há departamentos em que 80% das crianças estão mal nutridas.

No último dia 19, o presidente Álvaro Colom decretou alerta nacional devido ao crescimento do índice de desnutrição infantil – 15 mil crianças requerem ajuda alimentar urgente, de acordo com pesquisas da Secretaria de Seguridade Alternativa e Nutricional do país. O governo da Guatemala argumenta que o fato resulta da perda de colheitas ocasionada pelo câmbio climático, que ora gera chuvas intensas, ora secas. A população guatemalteca, de cerca de 14 milhões de habitantes, é majoritariamente constituída por indígenas camponeses que têm como atividade principal a agricultura de subsistência.

Mesmo com a gravidade da situação, um carregamento de 40 mil toneladas de alimentos doados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro do ano passado, desapareceu, o que colocou o governo de Colom em uma situação bastante desfavorável frente às eleições presidenciais que ocorrerão em setembro. Em um artigo publicado recentemente na Prensa Latina, o coordenador do Observatório para o Direito à Alimentação, Luis Enrique Monterroso, citando o relatório “Estado Mundial da Infância 2010”, do Unicef, informa que a Guatemala está pior que a África no quesito nutrição, ocupando o terceiro lugar mundial, atrás apenas do Afeganistão e do Iêmen.

“A desnutrição crônica é o segundo maior problema deste país, atrás da violência e do narcotráfico. A fome mata mais que as balas, porém silenciosamente”, disse. Monterroso destaca a falta de vontade política dos gestores como a principal causa do índice alarmante de desnutrição infantil, bem como a desigualdade de oportunidades e a discriminação de sexo, raça ou posição política.

Para ele, houve um avanço com a promulgação da Lei do Sistema Nacional de Segurança Alimentar Nutricional (Sinasan), em 2005. Contudo, a norma não está sendo operacionalizada. “Este avanço normativo pede cenários de coordenação e participação interinstitucional, que ao cabo de seis anos de vigência não se põem a funcionar como deveriam”, ressalta. Além de tudo, o coordenador destaca a falta de continuidade das políticas públicas, que mudam a cada gestão de quatro anos, e, no caso do Sinasan, seu enfraquecimento por parte do próprio governo, que executa programas, gerando “paralelismo”, na opinião de Monterroso.

Lembrando a proximidade das eleições no país, ele lamenta que o tema não seja prioridade na agenda dos candidatos. Ainda assim, pede aos partidos políticos que coloquem a questão em suas pautas e fortaleçam o Sinasan, com metas progressivas, tratando causas e efeitos simultaneamente, assegurando financiamento para os programas e contratando técnicos, ao invés de políticos, para executá-los.

FONTE: Adital/EcoAgência http://bit.ly/kuwFtz

FAO destinaría US$100 millones para seguridad alimentaria en Honduras

TEGUCIGALPA – La Organización de de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO) gestiona el desembolso de unos 100 millones de dólares para garantizar la seguridad alimentaria en Honduras.

“Estamos en las rondas de negociación de la FAO, donde estamos viendo la posibilidad de presentar la solicitud para que Honduras participe en la Iniciativa Global de Seguridad Alimentaria y Nutricional, que se hace a través de FAO y que se presenta al Banco Mundial”, indicó el embajador hondureño ante la FAO, Carmelo Rizzo, este lunes en declaraciones a HRN.

Según Rizzo, en esta semana la organización se negocia ante el Banco Mundial (BM), la participación de Honduras en la Iniciativa Global de Seguridad Alimentaria y Nutricional, lo que favorecería el desembolso millonario, especialmente en las comunidades más deprimidas del corredor seco.

Estos fondos serían destinados a programas de siembra, así como reforzar los programas de seguridad alimentaria en Honduras, los que son coordinados desde el despacho de la Primera Dama y de la Presidencia.

Detalló que los proyectos estarían orientados para las familias hondureñas que cuenten con trabajos sectoriales, con el propósito de disminuir los índices de desnutrición, particularmente en el “corredor seco”, que incluye las comunidades más afectadas por la sequía en Honduras, que se sitúan entre el departamento de Ocotepeque hasta Choluteca.

La desnutrición infantil en Honduras es de aproximadamente 70 por ciento en el corredor seco y, entre 40 y 50 por ciento a nivel nacional, puntualizó.

De acuerdo con estudios del Programa Mundial de Alimentos, el 27 por ciento de los menores en Honduras sufren desnutrición crónica y son vulnerables a múltiples enfermedades, además del retraso escolar y físico.

Tales problemáticas se acentúan en los departamentos de Choluteca, Santa Bárbara, La Paz y Lempira, donde se perdió el 80 por ciento de las cosechas por inundaciones y por la actual sequía en el país.

El Gobierno hondureño declaró el 2011 “Año de la Seguridad Alimentaria”, con el fin de unificar la estrategia y planificación política para poner en funcionamiento los planes operativos a nivel nacional.

FONTE: http://bit.ly/kkVEnx

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