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Campanha Brasil Orgânico e Sustentável apresenta plano para 2014

Os produtos da agricultura familiar ganham apoio governamental para sua divulgação e comercialização durante a Copa do Mundo de 2014 com a campanha Brasil Orgânico e Sustentável.

Para apresentar o balanço da campanha nas cidades sedes da Copa e o planejamento das ações para o próximo ano, ocorreu ao longo de quarta-feira (11), o Seminário Brasil Orgânico e Sustentável – Oportunidades para 2014, em Brasília.

Na solenidade de abertura do evento, o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor (Degrav) da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Nilton Pinho de Bem, elogiou a campanha que trabalha, entre outros objetivos, no sentido de ampliar mercado para os produtos da agricultura familiar.

“Atividades de promoção comercial e de conquista de novos mercados, além da busca constante para que se tenha fluidez da produção e da renda gerada na agricultura familiar são fundamentais”, assinalou o diretor.

“Ações do Brasil Orgânico e Sustentável, que a Copa oferece para que esses produtos sejam ainda mais divulgados, são extremamente importantes e, nesse sentido, o MDA se soma à campanha para que alcance todos os seus objetivos”, completou.

A campanha Brasil Orgânico e Sustentável estimula relações favoráveis de mercado, nos quais os produtos da agricultura familiar, os orgânicos, agroecológicos e com indicação geográfica e de comércio justo sejam ofertados a turistas e consumidores em geral, nas doze cidades sedes da Copa.

O MDA é parceiro da campanha, coordenada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e que conta com as parcerias do Ministério do Esporte (ME), da Agência de Fomento Alemã (GIZ) e da Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos).

Na mesa de abertura do evento, estavam o coordenador da campanha, Arnoldo de Campos, secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS; a representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú; o coordenador da Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Ministério do Esporte, Cláudio Langone; e o representante do programa de gestão sustentável das florestas tropicais da GIZ, Thomas Inhetvin.

Sustentabilidade
Durante a abertura do seminário, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, colocou: “Essa agenda não pode ficar restrita ao setor público.

É possível comprar produtos da agricultura familiar, orgânicos, agroecológicos em escala”, disse.

A ministra afirmou, ainda, que para o Governo Federal é uma obrigação fazer o debate da sustentabilidade (nas esferas econômica, social e ambiental).

“Nessa agenda de consumo sustentável e da produção de orgânico no Brasil, a Copa é uma oportunidade para o Brasil e para o mundo, mostrar o que o país tem de melhor e o que faz de diferente”, disse a ministra.

“Espero que esse trabalho possa garantir que o ano de 2014 seja vários passos nessa construção de consumo sustentável e de fortalecimento da nossa produção no Brasil”, concluiu a ministra.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA

Organizações lançam declaração sobre campanha “Eu não quero transgênicos no Chile”

8/8/2011 15:16,  Por Adital

Organizações sociais chilenas, congregadas no Movimento pela Soberania Alimentar, publicaram declaração para esclarecer à sociedade os motivos e eixos de ação da campanha Eu NÃO quero transgênicos no Chile, levada a cabo desde o dia 21 de junho deste ano. Como ponto principal da luta, neste momento, assinalam a solicitação de inconstitucionalidade do Convênio Internacional para a Proteção das Obtenções Vegetais (Upov 91), aprovado pelo Senado no último dia 11 de maio.

O Upov 91 privatiza a comercialização de sementes a favor de empresas transnacionais. Com isso, impede que camponeses guardem sementes e aumenta o tempo de vigência dos direitos de empresas que vendem sementes híbridas e transgênicas no país.

Além disso, a campanha busca barrar a aprovação da Lei de Direitos de Obtenções Vegetais e da Lei sobre Biossegurança. Segundo o movimento, a primeira implicará na legalização da privatização da semente, enquanto a segunda, que se encontra no Senado desde 2008, permitirá a produção e comercialização de transgênicos no Chile. “Estas três iniciativas legais, intimamente vinculadas, atentam contra a saúde humana, o ambiente e nossa economia”, apontam.

Apesar de o Tribunal Constitucional do Chile não ter dado crédito aos argumentos do movimento, a declaração afirma que está nascendo uma poderosa mobilização, aliando campo e cidade, exportadores e pequenos produtores na luta em defesa das sementes camponesas e indígenas. Para tal, as organizações declaram que estão redobrando esforços para romper a “censura informativa” que há no país e fazer ecoar suas demandas sobre soberania alimentar.

“Entendemos e concordamos que a soberania alimentar é o Direito dos povos a definir sua política agrária e alimentar, o que inclui o direito dos camponeses, camponesas e povos indígenas a produzir os alimentos apropriados a sua cultura, de forma socialmente justa e ambientalmente sustentável, com livre acesso à terra, às sementes e à água. A soberania alimentar defende, ainda, o direito dos consumidores a decidir o que consomem com informação confiável, clara e oportuna”, explicam.

Ressaltam que as sementes são parte do patrimônio genético, da saúde e dos direitos das comunidades. Também defendem que a soberania alimentar implica toda uma relação social diferente, que orienta a produção para o consumo local, recupera métodos agroecológicos, sem uso de agrotóxicos e transgênicos, “exigindo que os organismos do Estado, relacionados com a agricultura, atendam estas reivindicações ao invés de aliar-se com as transnacionais”.

A forma “coletiva e horizontal” de trabalho da campanha, apontam, efetua-se em uma rede virtual, com reuniões de coordenação e ações coletivas, em nível local, regional e nacional, que podem ser mobilizações, conselhos cidadãos e atividades de propaganda. Para dar maior projeção à campanha, o movimento anuncia que buscará articulá-la às questões sócio-ambientais de maior relevo no Chile.

“Fazemos parte desta campanha porque somos homens e mulheres conscientes de nossos direitos, mas também porque nos preocupa o bem-estar das gerações futuras, pois queremos garantir sua alimentação saudável e uma sociedade humana que respeite as tradições, as práticas ancestrais, a semente e a VIDA”, finalizam.

Para fazer parte da campanha, basta escrever ao e-mail yonoquierotransgenicos@gmail.com.

Mais informações pelo site, pelo facebook Yo No Quiero Transgénicos en Chile e pelo twitter YNOTransgénicos.

FONTE: http://bit.ly/pFCDTT

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