MCTI articula participação de CVT na Política de Agroecologia

Conciliar a qualificação profissional à pesquisa aplicada, por meio da constituição de Centros de Vocação Tecnológica (CVT), em parceria com  institutos federais. Este foi o objetivo da inclusão, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dos CVTs na Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo),  publicada 20 de agosto último pelo decreto nº 7.794.

Para a estruturação desta rede de formação de recursos humanos qualificado, a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI) em conjunto com o Ministério da Educação (MEC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério do Meio Ambiente (MMA), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), formularam edital para a composição de 60 Núcleos de Estudo em Agroecologia (Nea). A previsão inicial é que o edital seja publicado na segunda quinzena de setembro.

As propostas para formação dos núcleos deverão ser encaminhadas pelos institutos federais –  sob coordenação do MEC – e devem conter como requisitos o cronograma, os recursos financeiros a serem aplicados e sua origem, itens financiáveis, prazo de execução dos projetos, critérios de elegibilidade e de parâmetros objetivos de julgamento e informações necessárias ao desenvolvimento adequado do trabalho. Os núcleos serão estruturados dentro dos próprios institutos.

Para submeter a proposta, o instituto deve ministrar cursos de agroecologia com a modalidade de extensão tecnológica para pesquisa em campo. Os institutos deverão incluir na proposta, a constituição de um CVT para a formação de recursos humanos na prática, tanto de seus estudantes, quanto de agricultores beneficiados pelo programa. O instituto também será responsável pela manutenção do CVT.

A previsão inicial é que os recursos para a composição de novos CVTs sejam disponibilizados por meio de parceria entre MCTI, MEC e Mapa, após a seleção das propostas. Os novos CVTs deverão ser constituídos no âmbito estadual ou do bioma, para o desenvolvimento rural sustentável considerando os conhecimentos e práticas de produção orgânica e de base agroecológica.

Extensão Tecnológica

Os Nea serão os responsáveis pelas atividades de ensino e pesquisa da modalidade de extensão tecnológica dos institutos federais. Assim, com o auxílio dos centros vocacionais, os alunos do instituto terão duas bases para o estudo de caso, após as pesquisas de campo, que serão efetuadas junto ao agricultor familiar.

Esses núcleos e os centros serão utilizados, num segundo momento, como sala de aula aos agricultores familiares, que serão capacitados para lidar com os problemas detectados pelos estudantes em seu cultivo. Os núcleos terão capacidade de atender cerca de dez famílias simultaneamente, durante 24 meses. Já os centros de vocação tecnológica estaduais poderão atender cerca de 20 famílias, enquanto os biomas atenderão outras 40.

Atualmente, a agricultura familiar é responsável pela produção de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros e representa 75% da mão de obra do campo, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Os recursos para a estruturação dos CVTs – que inclui a compra de equipamentos e materiais de consumo, além da disponibilização de aproximadamente 400 bolsas para profissionais e estudantes, serão disponibilizados pela parceria MCTI, MEC e Mapa.

Texto: Ricardo Abel – Ascom do MCTI

Publicado em 05/09/2012, em SEGURANÇA ALIMENTAR e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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