Pesquisa do IBGE contribuirá para combater obesidade

Daniela Amorim, Alexandre Rodrigues e Clarissa Thomé

Rio – Os dados sobre os hábitos alimentares dos brasileiros, divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devem ajudar o Ministério da Saúde na formulação de políticas públicas para combater a obesidade e doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer. A Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil mostrou que o brasileiro está ingerindo alimentos de alto índice calórico porém de baixo teor nutritivo, enquanto abusa do sal e do açúcar.

O estudo foi realizado pela primeira vez pelo IBGE, a partir de uma amostra de domicílios da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009). “Na verdade, eles (os resultados) confirmam a necessidade de políticas públicas”, afirmou Patrícia Constante Jaime, coordenadora geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Ela disse que o ministério está trabalhando na construção de dois planos nacionais: um plano nacional para prevenção e controle da obesidade, em especial nos adolescentes, e outro plano nacional de enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis. Ambos estão relacionados ao consumo de alimentos inadequados em uma dieta saudável.

De acordo com a coordenadora do ministério, o plano de enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis será anunciado em setembro pela presidente Dilma Rousseff, durante uma conferência na assembleia mundial da Organização das Nações Unidas (ONU). Já o plano contra a obesidade deve ser colocado em consulta pública em setembro e anunciado à sociedade até o fim do ano.

“O plano de obesidade está sendo constituído de forma intersetorial, num diálogo amplo em vários ministérios, que vai desde o Ministério de Desenvolvimento Agrário, de Desenvolvimento Social, Ministério da Saúde, da Educação, dos Esportes, da Cidade e da Pesca”, afirmou Patrícia.

Segundo ela, já existem políticas públicas de educação para o consumo alimentar, no sentido de orientar o consumidor para escolhas mais saudáveis, mas também há políticas para garantir a qualidade do alimento colocado para o cidadão brasileiro. Alguns dos exemplos seriam as negociações para a redução dos níveis de sódio dos alimentos processados, o fomento à agricultura familiar e o aumento da disponibilidade de frutas e hortaliças para compra, aquisição e consumo da população brasileira.

“A primeira mensagem é: consuma mais alimentos básicos, consuma frutas, hortaliças, o arroz com feijão. É um hábito brasileiro, da nossa cultura alimentar, que precisa ser resgatado. É importante diminuir o consumo de refrigerantes e consumir água. Coma com consciência, não coma em excesso”, aconselhou a coordenadora do Ministério da Saúde.

Veja a pesquisa completa.

FONTE: http://bit.ly/p5aNlv

Publicado em 30/07/2011, em SEGURANÇA ALIMENTAR e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Geraldo A. Lobato Franco

    Nos países ditos desenvolvidos (por ex. no Canadá) adjetivo este que nem sempre bate com a realidade visível e perceptível, as classes média e quase média são as que mais sofrem com o fenômeno da obesidade infanto-juvenil.
    Os exemplos são clássicos: verifica-se que as escolas em que alunos provêm das classes sociais medianas, são as que mais possuem clientelas com sobrepeso. E aqui nem se fale da infraestrutura genética desses grupos sociais, pois o fenômeno secciona a sociedade: os grupos mais ricos e melhor posicionados socialmente, são menos afetados por ele.
    Isso se vê em conjunto e mesmo na rua, ou numa estação de metrô, aonde afluem grupos grandes de crianças a uma field-trip a um museu: se o bairro é de gente menos afluente
    — TODAS — as suas criancinhas sofrem de um visível sobrepeso, sem exceção.
    Essa passagem de uma fome invisível a uma obesidade visível se deu em cerca de 50-60 anos. Os filmes documentários desses grupos no ante-bellum mostravam crianças sadias mas nunca gordas de estourar como ora se vêm.
    Tudo faz indicar que o conforto e sobrealimentação inadequada a que a sociedade enriquecida é alvo, em nada melhora a situação. Ao contrário, só faz é piorá-la.

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